Capítulo 7 (Segunda Parte) | JUST US - ENTRE PAI E FILHA

“Isso foi um erro” Emily continuou a repetir em sua cabeça “Como eu acabei aqui?” ela pensou enquanto arrumava o seu vestido em seu corpo, ele calçou seus sapatos novamente e depois pegou sua bolsa e blusa e saiu daquele lugar. Seu coração batia mais forte, ela o conseguia sentir por toda a extremidade de seu corpo, era como se algo estivesse preso em sua garganta. Ela mal conseguia assemelhar o que tinha acabado de acontecer, seus pensamentos todos iam de volta para George e Gregory, ele sentia a culpa chegando em seu corpo e as lagrimas começaram a cair depois que ela entrou em seu carro.
Havia muito tempo que ela não chorava daquele jeito, ela nunca achou que voltaria a derramar uma lagrima, ela estava tão feliz, sua vida era melhor do que ela poderia imaginar, e logo agora que ela tinha começado a sua tão sonhada faculdade aquilo acontecia, era a sua culpa, Emily tinha a tendência de pensar muito em algo até estragar tudo, sim era a sua culpa e de mais ninguém, ela se colocou naquela situação, mas George estava tão distante...
Desde que ela começou a estudar ela mal via seu próprio marido, ela achou que tudo ia tão bem, eles se casaram a poucos meses, ela adotou Gregory legalmente com seus novos documentos, mas mesmo assim ela estava ali, chorando dentro de seu carro no estacionamento vazio da faculdade.
Emily respirou fundo, já haviam se passado quase meia hora desde que ela estava ali, ela limpou os resquícios das lagrimas que ela havia chorado e ligou o carro, não fazia sentido ela ficar ali, se remoendo, ela devia voltar para casa, para George, era ele quem ela realmente amava, ela contaria?  O desespero tomou seu corpo enquanto ela saia do estacionamento, havia algum jeito de George descobrir aquilo? Desde que havia acabado Emily havia pensado naquele momento como só seu, a cruz que ela teria que carregar, mas ela não podia fazer aquilo com George, não com ele, com seu grande amor.
“Meu deus” Emily pensou, o que ela faria, contava? Arriscaria perder o relacionamento com George, quem lutou tanto para que eles ficassem juntos? Ela respirou mais uma vez profundamente esperando que aquilo trouxesse as respostas para suas perguntas. Como ela havia chegado até aqui?


- Para essa tarefa eu vou pedir que vocês formem duplas, será mais fácil ter a ajuda de outra pessoa, pelo menos no começo – o professor disse, todos na sala começaram a se mover e ir de encontro com suas duplas que já estavam formadas desde a primeira semana.
Emily olhou a sua volta e não havia ninguém para se juntar com ela, aquilo era a sua própria culpa, desde que as aulas começaram ela estava sozinha, ela havia faltado nos primeiros dias de aulas pois Gregory estava resfriado e ela achou que não perderia muita coisa, ela tinha razão ela conseguiu se recuperar na questão de matérias, mas não na socialização, todos já tinham formado amizades “grupinhos” e Emily ficou na margem da sala.
- Você tem dupla? – alguém perguntou tirando Emily de seu transe?
- Eu? – ela perguntou se virando, havia um garoto em pé – não – ela disse aliviada sabendo o que ele queria.
- Nó podemos fazer juntos – ele disse, Emily notou que sua voz carregava algum tipo de sotaque, mas ela não sabia de onde ele era – tudo bem?
- Sim.
- Meu nome é Christian – ele disse erguendo a mão para cumprimentá-la.
- Emily – ela disse apertando sua mão.

Foi naquele momento, se ela tivesse apenas recusado a oferta de Christian, talvez tudo aquilo não tivesse acontecido, mas como ela poderia saber no que aquilo levaria, Christian era gentil, divertido e seu único amigo naquele lugar, talvez tudo aquilo fosse um ato, talvez aquela fosse a sua intenção desde o começo, Emily não estava acostumada a ter outros homens ao seu redor, George fora seu primeiro em tudo, ela sabia que por causa disso ela não sabia de muitas coisas, e aparentemente ela não sabia quando alguém estava flertando com ela. Mas como ela poderia culpar Christian? Ela nunca tinha falado sobre sua vida, que tinha um filho, que era casada, suas conversas eram sempre focadas nas matérias aprendidas, era tudo a sua culpa, se ela tivesse sido mais clara. 
Talvez ela soubesse daquilo, talvez ela não tinha contado pois sabia que os cortejos de Christian iriam parar, e ela gostava daquilo, gostava que alguém se interessava nela, e ela sentia falta daquilo, do “romance bobo” de ter alguém para conversar, do toque de um homem...
Era como se George e Emily estivessem habitando dois mundos diferentes, eles mal se viam, o tempo que mais passavam juntos era dormindo, ele saia cedo de casa e Emily chegava tarde, o único momento que eles tinham juntos era quando dividiam a cama, a rotina tirou completamente o romance da relação entre os dois, eles não transavam desde que Emily começou a faculdade, e o seu primeiro semestre estava quase acabando.
Mais uma vez Emily respirou fundo antes de entrar em casa, ela foi direto para o seu quarto, George estava lá, e curiosamente acordado, na cama trabalhando em seu notebook.
- Oi amor – ele disse quando ela entrou no quarto
- O-oi – ela disse nervosa indo direto para o banheiro. Ela trancou a porta e se olhou no espelho, sua maquiagem estava toda borrada, por algum motivo ela começou a usar maquiagem para ir para a faculdade, talvez ela soubesse realmente das intenções de Christian.
Ela removeu toda sua maquiagem e os resquícios de que ela havia chorado. A água do chuveiro estava quente, talvez até demais, mas ela merecia.
- Amor? – ela ouviu George dizer atrás da porta.
- Oi?
- Você trancou a porta? – ela viu a maçaneta da porta se mexer.
- Sim, eu... – ela saiu imediatamente do box e abriu a porta, George estava do outro lado, apenas com sua cueca e seus óculos – eu nem vi – ela disse, Emily olhou para os olhos de George e imediatamente voltou seu olhar para o chão.
- Tudo bem?
- C-Como assim?
- Você está esquisita – George disse entrando no banheiro e indo para o gabinete pegar alguma coisa.
- Estou meio avoada, só isso – Emily voltou para o box e continuou o seu banho que na realidade era ela ficar debaixo d’água esperando que tudo o que havia acontecido passar. Ela tinha seus olhos fechado quando ela sentiu algo em seu ombro, ela se lembrou de Christian ele havia a tocado no ombro ela lembrou de seu beijo, ela sentiu sua pele se arrepiar apenas com aquela lembrança, mas não era uma lembrança, era George, ele testava parado na sua frente, fora do box - George? – ela disse assustada.
- Emily – ele repetiu seu nome brincando – amor está tudo bem mesmo?
- S-Sim – George se aproximou ainda mais de Emily, ele entrou dentro do box com ela.
- Amor você vai se molhar – Emily disse.
- Eu não me importo – ele disse, a água do chuveiro começou a cair sobre ele, seus óculos embasaram, mas ela conseguia enxergar o suficiente para beijar Emily – você sabe que já faz quase...
- Eu sei... – Emily disse se referindo da última vez que eles ficaram íntimos.
- Eu sinto a sua falta – ele disse – do seu gosto – George começou a beijar o pescoço de Emily, e foi descendo sua mão até embaixo, Emily sentiu seus dedos passarem pelos seus lábios e tentarem entrar dentro dela, mas apenas desespero tomou posse de seu corpo, ela e Christian não havia usado preservativo antes, tudo aconteceu tão repentinamente, Christian não havia tirado de dentro antes que ele... Emily se esquivou de George, que estranhou o ato repentino – o que foi?
- N-Nada eu... só estou cansada é isso – ela siu do box imediatamente e pegou sua toalha.



George estava dormindo do seu lado, mas Emily não conseguia pregar os olhos, ela não conseguia parar de pensar em Christian e o que eles fizeram significava para o seu relacionamento com George, ela o amava e sabia que não queria perde-lo, ela não aguentaria viver sem ele. Por que ela havia se colocado naquela posição? Ela era tão burra assim? 
Emily então se decidiu, depois de tudo o que eles haviam passado, ela não iria desistir do relacionamento com George, não depois de tudo que ela abriu mão para ficar com ele, e se para eles ficarem juntos ela deveria mentir para ele então que assim fosse. Ela estava arrependida, e sabia que nunca mais repetiria aquilo. Christian era aluno de intercambio, ele iria embora em algumas semanas quando o semestre acabasse e voltaria para o seu país, a Noruega, e eles nunca mais se veriam então aquilo não aconteceria novamente.
 - Amor? - Emily disse tentando acordar George – George?
- Oi – ele falou acordando repentinamente – o que foi? Alguma coisa aconteceu? – ele tentou sair da cama, mas Emily o impediu
- Não – George voltou a deitar do seu lado, e ela subia em cima de seu corpo – você estava certo, eu também estou com saudades
- Emily? – George disse, mas Emily beijou seu maxilar o impedindo de falar, sua mão foi direto para o seu membro, que estava tomando vida desde que ela subiu em cima dele.
Ela estava de camisola, e sem nenhuma roupa a mais, então foi fácil tirar o membro de George da cueca e ele entrar diretamente nela, Emily rezou para que George não notasse nada de errado nela.
- Amor, o que você... – George tentou disser, mas Emily tapou sua boca e se levantou, sentou no colo de George enquanto pincelava o membro dele em sua entrada úmida, George então tomou seu membro para si novamente apenas para guia-lo para dentro de sua esposa.
Emily não queria fazer aquilo, não naquela noite, mas ela havia tomado a decisão que faria tudo para fazer seu casamento der certo, e tentaria ao máximo recompensar George pelo o que ela tinha feito, mesmo ele não sabendo e sendo completamente inocente naquilo.

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