Capítulo 10 [FINAL] | JUST US - ENTRE PAI E FILHA
Capítulo 10
- Amor, você tem certeza que você está bem? – George perguntou para Emily que mal conseguia dar dois passos sem se cansar
- S-Sim – Emily disse respirando no meio de sua sentença – não precisa se preocupar comigo.
- Querida já fazem nove dias desde o seu parto deveria ter acontecido, você deveria estar descansando ou no hospital, você sabe que o médico...
- Eu sei, mas nós dois decidimos que teríamos um parto natural, e induzir um parto no hospital não está nos meus planos.
- Eu, sei mais isso foi quando não sabíamos que ele iria passar do tempo de validade aí dentro – George tocou em sua barriga.
- Ele?
- Eu não sei, eu só tenho um pressentimento que teremos mais um Foster na família, mais um para assumir os negócios junto com Gregory.
- Bem o Gregory tem planos diferentes – ela disse enquanto ele passava correndo com seus amigos.
- Tudo bem, mas eu acho que nós dois podemos concordar que planejar uma festa de aniversário não é uma das melhores ideias.
- Eu sei, é só que eu prometi para ele uma festa. E eu não vou estragar talvez o único momento de paz que teremos em meses, e além do mais ele está prestes a se tornar o irmão mais velho de uma menina então que quero que ele aproveite seus últimos momentos como filho único.
- Tudo bem, mas se você sentir qualquer coisa nós vamos correndo para o hospital.
- Não se preocupe, ela vai ficar mais um dia aqui, eu não vou dar esse desgosto para o Greg, você sabe como ele está “animado” com a vinda dela – Emily passou a mão em sua barriga – ele já sente que ela vai tomar toda a nossa atenção, mesmo ele não merecendo, eu não quero que ele sinta que vai ter que dividir tudo com ela, até seu aniversário.
- Qual a diferença entre ter a bebê hoje ou amanhã?
- Vai por mim existe, e você acabou de fala “ela”?
- Vou só um habito que eu peguei de você, eu tenho certeza que ele vai ser um homem igual o papai aqui – George se abaixou e beijou a barriga de Emily.
- Com certeza vai ser uma menina, igual a mamãe.
- Como você sabe?
- Eu apenas sei – Emily disse.
- Bem, de qualquer forma iremos amar esse bebê de qualquer jeito, ele vai ter a melhor mãe do mundo.
- E elA! Vai ter o melhor pai.
Os dois se beijaram e o beijo começou a ficar mais quente, George seguro Emily pela sua nunca enquanto ele a pressionava contra a parede, ele difícil os lábios dos dois se encontrarem por conta do tamanho da barriga de Emily, mas os dois sempre se encontravam.
- Agora se você puder chamar o Gregory já está na hora do parabéns, eu só vou pegar o bolo na geladeira e já pode... – Emily não conseguiu terminar a frase, ela sentiu uma imensa vontade de ir no banheiro.
- Tudo bem? – George perguntou segurando Emily pelos seus braços.
- Sim, sim eu só vou no banheiro antes, bexiga de gravida – ela brincou.
Depois de voltar no banheiro Emily pegou o bolo de Greg e acendeu as velas, dez anos, ela mal podia acreditar que Greg já estava com aquela idade, ela ainda se lembrava como se fosse ontem todas as vezes que ela trocou a fralda dele, a primeira vez que ele andou ou quando ela a chamou de mãe pela primeira vez, Emily se emocionou, por ver seu filho crescendo e saber que viria mais uma criança para encher aquela casa ainda mais.
Com o bolo nas mãos Emily caminhou devagar até a sala de antar aonde George e Greg estavam com as demais crianças, Gregory havia implorado para não ter aquela festa, mas Emily fez mesmo assim, aquele seria seu último aniversário como filho único e ela sabia como o bebê tomaria seu tempo, ela não queria que Gregory se sentisse de fora, a sua cabeça sempre ia no fato dela não ser sua mãe verdadeira, ela achava que de alguma maneira aquele fato faria diferença, que se Greg ela não se esforçasse duas vezes mais do que as outras mães ele perceberia que o laço entre os dois não era “verdadeiro”. E agora com um novo bebê, será se Gregory perceberia? Que o novo bebê era realmente de Emily e ele não? Estes pensamentos sempre rondavam a mente de Emily, ela sempre pensava no pior, ela amava Gregory, e mesmo tendo outro filho aquele amor não mudaria, nada tiraria de nenhum dos dois os dez primeiros anos da vida dele que os dois compartilharam.
- Para bens, para você – Emily começou a cantar entrando na sala escura, todo mundo a acompanhou em uma só voz.
No segundo verso Emily sentiu uma dor imensa todo seu corpo se arrepiou, “não, não agora” ela pensou enquanto a dor tomava conta de seu corpo, ela deu um longo suspiro e continuou a andar em direção à Gregory que estava sozinho de um lado da mesa junto com seu pai. Ela colocou o bolo na frente dele e continuou a cantar, a dor passou, mas Emily sabia que ela voltaria.
- Agora assopra e faz um pedido – ela disse no ouvido de Gregory.
Gregory assoprou, mas quem fez o pedido foi Emily, mas ele não foi atendido, logo depois de distribuir pedaços de bolo para todos e dor voltou, ela achou que levaria mais tempo, mas o bebe estava atrasado há alguns dias, talvez ele finalmente tinha percebido aquilo. Diferente da primeira agora a dor foi mais forte e durou mais tempo, ela estava certa, Emily estava tendo o bebê.
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Emily estava cansada, mas aliviada, ter um bebê era mais difícil do que ela imaginava, se ela soubesse ela teria escolhido um parto repleto de drogas para amenizar aquela dor agonizante, mas depois de tantas horas tudo ficou em paz.
- E então como o bebê está – Emily perguntou para a enfermeira que entrou em seu quarto.
- Está tudo bem, eu vim ver se estava tudo bem, e se a senhora que amamentar agora.
- Agora?
- Sim.
- Acho que sim, eu... nunca fiz isso antes.
- Não se preocupe, tudo isso vem de dentro de nós, naturalmente.
- Bem vou trazer o bebê então.
- Tudo bem – Emily disse.
A enfermeira voltou como prometido e trouxe o bebê como ela, aquela era a segunda vez que ela o segurava a enfermeira a ajudou, mas como ela disse aquilo era natural, sentir os pequenos lábios sugando o leite com aquele rostinho completamente vermelho fez Emily sorrir e querer chorar.
- Amor? – George disse, Emily estava encarando o outro lado quando ouviu a voz de George, ele tinha trago Gregory que parecia estar assustado.
- M-Mãe? – ele disse
- Oi filho – ela se sentou na cama com o bebê no seu colo – vem cá, vem conhecer sua irmã – ela disse, Gregory se aproximou com cautela, quando ele chegou na beirada da cama ele ficou na ponta dos seus pés para ver sua irmãzinha pela primeira vez.
Gregory não sabia como reagir com o fato de que ele teria ua irmão ou irmã, mas naquele momento quando ele a viu, completamente frágil tomando o leito nos seios de sua mãe ele sorriu.
- Qual o nome dela?
- Rachel – Emily disse, aquela era a primeira vez que ela falava em voz alta aquele nome em tanto tempo, era o nome de sua mãe, mas fala-lo trazia dor, mas agora pela primeira vez em anos que ele lhe trouxe um sorriso.
Gregory passou sua mão pelo corpinho de Rachel, que por sua vez largou os seios de Emily e abriu os olhos para ver seu irmão, ela segurou o dedo indicador dele e sorriu pela primeira vez nas suas poucas horas de vida.
George estava atrás de Gregory, todos a família, agora quatro, estava junta, eles se abraçaram.
“Não tem como eu ser mais feliz do que isso” Emily pensou vendo os dois brincando com o bebê, todos os seus sonhos estavam realizados, ela não precisava de mais nada para ser feliz, apenas seus três grandes amores. As pessoas de fora podiam pensar o que quisessem, mas eles eram uma família, como qualquer outra, eles brigavam, brincavam, mas independente de tudo se amavam e sabia que ia encarar qualquer adversidade que poderia vir juntos.

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