Capítulo 01 | BOYS
O “Filho você tem certeza?” que minha mãe perguntou para mim até hoje ecoavam em minha cabeça, já fazia três anos desde que eu havia mudado para o internato St. Vincent, e apesar de fazer tanto tempo e tantas coisas terem acontecido, eu ainda consigo me lembrar do primeiro dia em que entrei naquele colégio só para garotos. Eu não sabia ainda, mas tudo o que aconteceria ali me mudaria completamente.
Em toda a minha vida sempre fui eu e minha mãe, eu tinha um pai, ele se chamava Nicolai, mas eu raramente o via, nossa relação era apenas alguns telefonemas por ano e nada mais, desde que eu fui criança minha mãe vivia entrando e saindo de hospitais, e nesse meio tempo eu ficava com minha avó, foram incontáveis viagens no meio da noite para a casa de minha vó. Minha mãe tinha uma saúde muito frágil, ninguém nunca me falou qual era o problema de minha mãe, e de certa forma eu também nunca quis saber, talvez isso arruinaria as coisas para mim.
Quando minha avó morreu eu e minha mãe realmente ficamos sozinhos no mundo, ela não podia contar com mais ninguém para tomar conta de mim, meu pai morava longe e minha mãe se recusava a falar e principalmente pedir algo para ele, e talvez seja por isso que quase do nada minha mãe apareceu com um namorado, o primeiro que eu tinha conhecido, e em pouco tempo ele passou de namorada para noivo e de noivo para padrasto, o nome dele era Tassio Hudson, ele era médico e foi por isso que ele conheceu a minha mãe.
Tassio era muito mais velho que minha mãe, ele já tinha filhos com quase a idade de minha mãe, ele já era avô. Tassio era estranho, ele foi legal comigo no começo, muitas coisas mudaram quando eles se casaram, eu e minha mãe fomos morar com ele, em uma casa muito mais grande que a que vivi em toda minha vida. Tassio era rico, ou pelo menos era o que aparentava ser, eles me transferiram para uma escola particular onde eu fiquei até meus quinze anos, foi aí que eu decidi ir estudar em St. Vincent.
St. Vincent era um internato para garotos muito longe da cidade onde eu, minha mãe e Tassio morávamos, ele era um internato de status, mas eu estava convencido que com as minhas notas eu conseguiria passar na bolsa de estudos, eu não queria depender do dinheiro de meu padrasto.
Com o passar dos anos a convivência com meu padrasto foi apenas se deteriorando, assim como a saúde de minha mãe que agora passava a maior parte do tempo na cama, ela e Tassio nem dormiam mais no mesmo quarto. Agora era apenas eu e Tassio convivendo em casa. Ele, mais velho, tinha opiniões bastante conservadoras referente à mim, ele não gostava do meu jeito de vestir e do meu jeito de agir, eu nunca escondi o fato de ser gay, e por minha mãe me aceitar Tassio não teve outra escolha a fazer o mesmo, mesmo não gostando.
Ele brigava comigo por não ser másculo como os filhos dele, e que eu deveria aprender com ele com era ser um homem de verdade, e o único motivo de eu ser daquele jeito foi por meu pai ter me abandonado, e que eu merecia ser estapeado até virar um “homem decente”. Bem se fosse apenas por isso, eu não me importaria, eu estava acostumado com aquilo, mas quando eu comecei a crescer, e a minha mãe começou ficar mais e mais ausente, Tassio começou a me tratar diferente, ele ainda brigava comigo, mas agora aliado as brigas Tassio começou a me olhar diferente.
Além dos olhares obsessivos que ele tinha, as vezes ele parecia um psicopata que estava pronto para me assassinar, ele começou a sentar muito perto de mim, e me tocar muito mais, quando eu passava por ele sempre dava um tapa em minhas costas, e as vezes ele estapeava minha bunda e ria daquilo. Uma vez, enquanto eu tomava banho ele entrou no banheiro, olhou para mim e depois foi embora, fingindo que nada tinha acontecido.
Tassio sempre falou do internato em que ele estudou muito tempo atrás e que os filhos dele estudaram e que se eu quisesse eu podia ir para lá também, eu sempre achei que aquilo era uma forma dele se “livrar” de mim, mas com as atitudes que ele andava tomando eu comecei a achar que aquilo seria a minha salva tória dele.
Pesquisando sobre a escola, eu vi quanta gente importante havia estudado lá, e que apenas a elite da elite podia entrar, e que havia uma bolsa, apenas uma misera bolsa de estudos dada a cada ano, eu queria me livrar de Tassio, mas não queria depender dele, por isso fiz o concurso, que lotou uma escola aleatória inteira, tudo por apenas uma bolsa. Depois de algumas semanas eu recebi um e-mail dizendo que de todos eu fui aceito na escola.
Eu não tinha muito tempo, apenas consegui me despedir de minha mãe e de algumas amigas antes de ir para minha nova escola, o internato só para garotos St. Vincent. A viagem de quase quatro horas de carro foi cansativa, e desgastou muito minha mãe, minha mãe vir comigo foi uma surpresa, e só por isso eu já estava feliz, ele não saiu do carro e por isso se despediu de mim ali mesmo.
- Filho boa sorte – minha mãe disse.
- Obrigado mãe.
- O Tassio vai te levar até a orientação, eu fico aqui tomando um ar ok?
- Sim, tudo bem
- Vem aqui, me dá um beijo – eu me abaixei até a janela do carro e beijei a bochecha de minha mãe.
- Boa viagem de volta – eu disse
- Boa sorte, eu te amo
- Eu também te amo.
Eu e meu padrasto, Tassio, seguimos enquanto minha mãe ficou dentro do carro no estacionamento. Tassio, levava uma de minhas alas, e eu levava a outra. – Você está nervoso? – ele perguntou
- Um pouco – confirmei
- Vai correr tudo bem, quando eu estudei aqui, eu entrei com a sua idade, , você vai sofrer um pouco por ser calouro, mas tudo isso é de praxe, o que você vai passar no seu primeiro ano vai dizer se você vai ter colhões para a vida adulta.
- Bem, vamos – ele disse.
Quando saímos do estacionamento e ficamos de frente a entrada do colégio eu pude ver a magnitude dele, ele era mais grande do que eu imagina e havia mais de um prédio, encontramos a banca de orientação, e explicando um pouco mais do colégio, o orientador disse que o colégio era formado por três prédio, dois com salas e o terceiro com um ante teatro, laboratórios e oficinas, além dos quadras de vôlei e futebol com pistas de corrida, uma quadra de tênis e um ginásio com piscina para natação. E a parte com os dormitórios eram formadas por quatro prédios, quando atravessamos a escola e fomos para o fundo do colégio havia três prédios exatamente iguais um do lado do outro, eles eram os dormitórios, os prédios eram diferentes comparando com os outros.
Havia uma biblioteca e um refeitório em cada prédio além de uma área para estudos e sala com computadores e uma cabine com telefone, era extremamente proibida a entrada de qualquer aparelho eletrônico, isso foi me dito nas instruções que recebi. Depois de nos apresentar o campus o orientador nos juntou com os restantes de calouros esperando para saber em que prédio moraria.
Um dos orientadores começou com a primeira lista e falou um por um o nome dos alunos que iriam para o dormitório um, e foi falando até chegar no do três, quando era chamado o seu nome, os meninos iam para seu respectivo dormitório. Quando ele chamou o último nome na lista de terceiro dormitório havia sobrado apenas eu e Tassio na multidão.
- Dormitório quatro – o homem disse - Thomas Mumford?
- Eu – eu disse levantando a minha mão.
- Thomas Mumford e... Spencer Smith? – ele olhou para frente e viu que apenas havia eu e meu padrasto.
- Bem, parece que ele não veio. Você – ele disse apontando para mim – você ficou no dormitório quatro, você e seu me acompanhe que eu levarei vocês lá, ele é um pouco distante.
- Ele não é meu pai – eu disse baixinho
Nós três andamos e passamos os prédios e continuamos andando por mais alguns minutos, a cada medida que andávamos mais e mais árvores iam aparecendo, e quando finalmente chegamos encontramos um prédio antigo rodeado por dezenas de árvores centenárias.
- Ele foi o primeiro dormitório no colégio, havia mais um, que foi destruído para a construção dos novos dormitórios alguns anos atrás.
- E porque não destruíram esse?
- Por causa da história dele – meu padrasto disse.
- História?
- Ele tem mais de cem anos, é um patrimônio histórico, os outros foram construídos por causa de um desabamento do segundo dormitório.
- Então eu vou ser o único aluno novato lá? Quer dizer além desse Spencer?
- Sim
- Por quê? – o homem olhou para mim como se soubesse a resposta, mas então olhou para Tassio e não me respondeu, tentei perguntar de novo, mas Tassio não permitiu
- Na verdade vocês dois serão os primeiros calouros a entrarem nesse prédio em três anos – ele disse enquanto nós três entravamos no prédio.
- Como esse dormitório é antigo, diferente dos demais, não há banheiro nos quartos, há um banheiro compartilhado no andar térreo – ele olhou na prancheta que tinha a lista – o seu quarto fica no último andar e é o 691, aqui – ele disse me dando uma chave.
Ele nos levou, enquanto entramos no prédio eu vi que não havia outros adultos além do orientador e de Tassio, a maioria das pessoas lá já se conheciam e aparentavam ser bem mais velhos que eu, e todos sem nenhuma exceção nos encaravam com uma cara de que não quem não entendia o que estava acontecendo.
- 691, aqui é o seu quarto – ele disse parando último quarto do lado direito do corredor, o número um não estava grudado apenas a sombra de quem havia pintado por cima dele, e depois ele caiu ou foi arrancado.
- Bem eu vou deixar vocês aqui, os pais deverão sair em trinta minutos então podem se despedir, no decorrer do ano haverá vocês poderão se ver, e o telefone lá em baixo sempre estará disponível para você – ele olhou para mim – e o telefone da diretoria também.
O quarto assim como todo o prédio era antigo, pequeno e cheirava a mofo, havia duas camas duas mesas e dois armários em cada lado do quadrado, e do lado direito ainda havia uma pequena pia e um espelho em cima dela, aquele prédio era mesmo antigo e quase não dava para enxergar algo.
- Está do mesmo jeito de quando eu estive aqui.
- Você ficou nesse prédio?
- Sim, não havia aqueles dormitórios novos.
- Bem acho que é isso – eu disse tentando fazer ele ir embora, meu padrasto não era ruim, não pegava no meu pé nem nada, mas ele sempre me olhava diferente, o quanto antes.
- Eu já vou indo – ele disse – mas antes eu queria te dizer uma coisa
- O que?
- Você só está aqui, porque eu consegui mexer uns pauzinhos, então você deveria me agradecer – ele se aproximou e segurou meus dois braços com certa força – entendeu?
- Mas eu passei na bolsa.
- Não, o motivo de você ter ganho a bolsa é porque eu indiquei seu nome, a escola tende a favorecer legados
- Legados?
- Sim, legados são filhos/parentes de ex-alunos, esse é um dos motivos do porquê de entrar nessa escola ser tão difícil.
- O... Obrigado – eu disse baixo
- Eu quero que você aproveite bem seus anos aqui
- Eu vou – ele começou a alisar meu rosto.
- Não se esqueça que você é um calouro então você sempre tem que fazer o que os veteranos dizem entendeu?
- S-Sim
- Existem tradições nessa escola, e se você quiser fazer parte você dela terá que segui-las não importa o que
- C-Com assim?
- Bem já vou indo – ele disse voltando com um tom de voz normal, ele me deu um abraço que para variar foi longo demais e eu tenho certeza que ele apertou minha bunda – espero que você se divirta!
{Capítulo 01 segunda parte}
Meu padrasto me abraçou, e mais uma vez colocou suas mãos em outros lugares, ele apertou minha bunda três vezes antes de perceber que havia alguém nos observando, era um garoto alto, usando regata e uma bermuda, ele tinha algumas tatuagens pequenas com frases escritas nos ombros e braços, ele tinha o cabelo preto e tinha uma barba rala crescendo no maxilar e subindo um pouco pelo rosto. Meu padrasto olhou o menino e ficou constrangido, toda a situação foi meio estranha, ele saiu do quarto apresado me deixando com o garoto.
- Tchau – eu disse baixo para mim mesmo.
- Seu namorado? – o menino perguntou entrando depois que Tassio passou por ele
- O que?! – eu disse com aquela pergunta – não, ele é meu padrasto, o menino ficou um pouco surpreso com a resposta.
- Meus pêsames então – ele segurava uma mochila grande que soltou na cama esquerda – Qual o seu nome novato?
- Thomas – eu disse
- O meu é Otavio – ele disse, ele apertou minha mão, mais forte do que eu esperava, então eu dei um pequeno gemi de surpresa, ele riu.
- Eu sou o representante dos alunos desse dormitório, então eu sabia que você viria para cá.
- Sim, eu ouvi falar que eu e o outro garoto vamos ser os primeiros alunos a mudar para cá em três anos?
- Sim
- Por quê?
- Nosso dormitório foi punido três anos atrás.
- Por quê?
- É uma longa história, que eu não sei inteira, eu era apenas um calouro na época.
- Tudo bem. Nós vamos ser colegas de quarto? – eu disse apontando para a bolsa que ele jogou em uma das camas.
- Quem eu? Não, eu tenho um quarto só para mim no primeiro andar, por ser representante, além do mais eles não misturam idades diferentes no mesmo quarto.
- Então...?
- Essa bolsa é do meu irmão, o nome dele é Spencer ele vai ficar aqui.
- Ah, sim.
- Bem, eu tenho coisas para fazer, e eu não sei bem o que eu tenho ou se eu tenho alguma coisa para falar para os calouros, você é o primeiro que eu tenho. Bem, espero que se divirta aqui na St. Vincent, e seja bem-vindo e blah blah blah – ele disse e foi embora.
Sozinho, eu arrumei as minhas coisas, já que Otavio havia deixado as coisas de seu irmão na cama esquerda, eu decidi ficar com o lado direito do quarto. Depois de tudo arrumado eu deitei na minha nova cama, que não era tão confortável, e esperei, não sabia o que fazer, e não tinha mais um celular para me entreter, por isso o tempo passou devagar.
Depois de um tempo eu decidi conhecer mais o campus, começando pelo prédio, eu saí do meu quarto e andei devagar até as escadas no final do corredor, queria ver quem seriam meus novos vizinhos, mas quando eu passava pelos quartos nenhum tinha sinal de vida, ou que estava sendo habitado, havia vinte quartos no andar, dez em cada lado, e apenas a porta o meu estava aberta. Lembrei que eu e o irmão de Otavio erámos os primeiros em três anos, então isso queria dizer que havia vários quartos vazios no prédio de quem foi terminando a escola e indo embora.
O que esse dormitório devia ter feito para ter essa punição, e que tipo de punição era essa, não ter novos alunos? Isso de certa forma deveria ser bom, menos pessoas na fila do refeitório e do banheiro, menos barulho, então por que isso foi uma punição?
Quando desci as escadas eu vi que parte do quarto andar também estava vazia, apenas algumas portas estavam entre abertas quando eu desci para o segundo andar - Quem é você? – eu ouvi uma voz grossa dizer, eu me assustei com a voz dele e dei um pulo, quando eu olhei para ele, ele era um garoto grande, ele tinha um físico mais cheio, cabelos castanhos e cacheados, ele tinha algumas sardas no rosto e um olhar feroz nos seus olhos. – Quem é você?
- T-Thomas
- E o que você está fazendo no nosso prédio
- Já tem gente causando no primeiro dia? – disse um dos garotos que estavam com ele, haviam mais dois garotos com ele.
- Será que nós já vamos ter que ensinar para os novatos como a pirâmide alimentar dessa escola funciona – ele sorriu maliciosamente, me segurou pelo colarinho da minha camisa – ninguém tem permissão de entrar nesse prédio a não ser que um aluno daqui autorize – ele falou me puxando para bem perto dele eu conseguia sentir sua respiração quente em meu rosto e aquilo me deixou sem ar.
- Eu moro aqui – eu disse com os olhos fechados, todos os garotos riram
- Quem dera um calouro assim morasse aqui, a gente não teria que ficar caçando toda hora – um dos garotos disse com um tom malicioso que eu não havia entendido.
- É verdade – outra voz mais longe disse, eu conhecia aquela voz, era Otavio. O menino que me segurava olhou para ele – solta ele Lucas – Otavio disse.
- Ele vai morar aqui? – alguém perguntou – vamos ter um calouro aqui?
- Ah, finalmente nossas preces foram atendidas – outro disse – ele até que é bonitinho.
- Solta ele Lucas – Otavio disse vindo em nossa direção e soltando a mão de Lucas de minha roupa – Ainda têm pais no campus, qualquer pessoa poderia chegar aqui e ver o que estava acontecendo
- Eu só estava fazendo o que deveria, achei que ele era um rato do prédio 2 se infiltrando aqui.
- Você e essa sua síndrome de perseguição. Volta pro seu quarto, meu irmão está lá – ele disse arrumando meu colarinho e dando um tapinha nos meus ombros me empurrando para sair dali.
Eu saí, não por causa do Otavio, mas porque aquilo tudo estava sendo um completo mistério para mim, parecia que eles falavam outra língua.
Eu subi as escadas o mais rápido que eu pude e quando cheguei no último andar corri para o meu quarto, eu fechei a porta e tranquei com a chave que eu tinha ganhado do orientador, só depois de trancar a porta eu consegui respirar normalmente. Aliviado eu me sentei no chão em frente a porta e escorei minhas costas nela, só quando eu me sentei que eu percebi que havia outra pessoa comigo no quarto. Era Spencer, o irmão do Otavio, eu pensei.
- O-Olá! – eu disse depois que eu recuperei meu folego.
- Oi – ele disse – eu sou o Spencer – ele se levantou e veio em minha direção com a mão direita levantada.
- Oi, meu nome é Thomas – disse apertando, ele me ajudou a me levantar do chão – Thomas Mumford
- Spencer Smith
- Eu conheci seu irmão
- Sim ele me falou, está tudo bem?
- Como assim
- Você chegou correndo e trancou a porta.
- Ah sim, é..., esse garoto louco começou a me ameaçar, e falar umas coisas...
- Que coisas?
- Algo sobre caça e ratos, eu não entendi nada do que eles falavam parecia outro idioma até.
- Sim, meu irmão falou que isso podia acontecer
- Isso o que?
- Eu não sei se você sabe, nós somos os primeiros calouros nesse prédio em muito tempo, e as pessoas aqui, na escola, mas nesse prédio especialmente têm fama de tratar mal os calouros.
- Mas por quê?
- Eu não sei, Otavio não disse muito, mas é algo que tem haver com alguma tradição, e de como as coisas funcionam aqui
- Sim meu padrasto disse o mesmo, ele estudou aqui anos atrás.
- O meu pai e meus tios também, e o Otavio comentou sobre todos os alunos nesse prédio serem legados também.
- Será que e por isso que apenas nós dois fomos colocados aqui?
- Eu não sei.
- Bem, pelo menos há outra pessoa aqui que sabe tão pouco como eu – eu disse, e nós dois rimos, havia muitas coisas que eu não entendia naquele colégio, mas estava feliz por ter outra pessoa como eu.




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