Capítulo 11 (Segunda Parte) | O FILHO MAIS NOVO

Quando eu acordei, meu pai ainda estava em casa, nós tomamos café da manhã juntos, eu fiquei do seu lado e ele segurou minha mão enquanto eu estava com minha cabeça em seu ombro, eu estava triste, Jonathan havia ficado um dia inteiro fora desde que ele tinha saído com raiva dois dias atrás, eu estava preocupado, eu não tinha nenhuma informação e eu não conseguia parar de pensar nele.
- Eu vi uma placa de “À Venda” na casa daquele velho – meu pai disse tentando dissipar minha tristeza.
- Sim, ontem alguns homens vieram e esvaziaram a casa, eu não acho que o Sr. Langmore irá voltar.
- É melhor mesmo para o bem dele.
- Papai – eu disse.
- Se algum dia eu ver aquele velho pervertido eu juro que eu vou matar.
- Não fale essas coisas – eu disse abraçando o seu braço.
- Depois do que ele. Tentou fazer com você, eu juro...
- Eu não quero falar sobre essas coisas papai, não agora – eu disse triste.
- Eu sei – ele falou levando sua mão livre ao meu rosto – me desculpe.
- Você acha que ele vai voltar – eu disse depois de um tempo, meu pai deu um longo suspiro, ele não queria falar em Jonathan, mas eu não podia fazer nada se a única coisa que eu podia pensar era nele.
- Tudo vai se ajeitar Eli – meu pai disse, ouvir ele me chamar daquele jeito me lembrou Jonathan, era ele quem me chamava daquele jeito – você quer que eu fique aqui hoje com você?
- Não – eu disse – eu não quero que você perca um dia de trabalho por minha causa.
- Elliot, por você eu perderia todos os dias de trabalho no mundo – meu pai se virou para mim segurou meu rosto e me deu diversos selinhos, ele queria um beijo mais longo de língua, mas eu não estava no clima.
- Eu sei, me desculpa, eu não queria ficar pra baixo assim, é só que...
- Eu sei, eu sei, você se preocupa com Jonathan, ele é seu irmão.
Eu fiquei mais um tempo abraçado com meu pai, no final ele foi para o trabalho e eu fiquei sozinho em casa, depois de arrumar a louça do café da manhã eu me sentei no sofá e liguei a televisão em qualquer coisa e fiquei tentando tirar a minha mente de Jonathan, não funcionou muito, eu comecei a pensar se Jonathan nunca mais voltaria e o que aconteceria se isso acontecesse, quando nos víssemos de novo.
Eu fiquei parado deitado no sofá por tanto tempo que eu simplesmente dormi ali mesmo. Quando eu acordei, minha cabeça doía, eu não costumava dormir de dia, mas eu havia acordado tantas vezes na noite anterior, que o meu corpo estava cansado e implorando para descansar, eu queria ficar na sala esperando meu irmão, mas eu sabia que não adiantaria de nada, então voltei para o quarto de meu pai. Antes de entrar no quarto eu vi a porta entre aberta no quarto de Jonathan, antes de me deitar na cama eu lembrei que eu havia deixado a porta escancarada, aquilo me deu o que eu tinha certeza ser uma falsa esperança, mas mesmo sem realmente acreditar eu pulei da cama e fui em direção ao quarto de Jonathan, antes de abrir a porta, eu dei uma pequena reza pedindo para que ele estivesse ali.
Quando eu abri a porta, meus desejos foram realizados, Jonathan estava ali, ele estava deitado em sua cama dormindo, eu dei um suspiro de alivio tão grande como nunca havia dado antes, todas as minhas preces tinham sido atendidas. – Jonathan? – eu disse com um pouco desespero, eu fui em sua direção e me abaixei do lado da cama, Jonathan estava dormindo, não, parecia que ela havia desmaiado na cama.
Jonathan estava caído na cama, ele ainda usava as mesmas roupas de quando ele havia saído no outro dia, ele fedia a bebida e cigarros, havia uma garrafa de vodca quase vazia no chão ao lado da cama, ele havia tirado apenas um tênis e ficado com o outro, e sua camisa estava levantada para cima deixando a barriga dele a mostra. Ele estava tirando a sua camisa quando ele caiu e dormiu na cama, foi o que eu pensei, eu não sabia o que fazer, se eu acordava ele ou o deixava dormir. Eu tentei acordar ele uma vez, mas parecia que ele ficaria um bom tempo daquele jeito, eu tirei seu outro tênis e suas meias e o cobri com um edredom e fiquei ali parado. Eu estava mil vezes melhor agora que eu sabia aonde Jonathan estava, e que ele estava comigo, eu finalmente pude ficar tranquilo em dois dias, eu me deitei ao seu lado, coloquei minha cabeça em seu peito e pela primeira vez eu dormi sem nenhuma preocupação.

Eu acordei de meu sono quando Jonathan se levantou – Eli? – ele disse passando suas mãos em seus olhos que estavam vermelhos.
- Jonh – eu disse me sentando na cama
- O que, o que aconteceu?
- Eu não sei, você só apareceu aqui e eu encontrei você dormindo.
- Minha cabeça – Jonathan disse, ele estava com ressaca, afinal ele fedia a bebida
- Você quer que eu busque alguma coisa para você? Você está com fome? – eu disse saindo da cama.
- Não, não precisa, Eli, eu... ontem, eu não deveria...
- Jonathan me desculpa – eu disse – me desculpa – eu abaixei minha cabeça
- Não, Eli sou eu que deveria pedir desculpas, ontem eu simplesmente saí ao invés de ficar e conversar – ele disse, ele não havia percebido que ele tinha ficado um dia inteiro fora – eu... talvez o papai tenha razão, eu simplesmente fujo quando alguma coisa fora do normal acontece.
- Jonathan, não, o papai não tem razão, não sobre isso, você não fugiu.
- Sim eu fugi eu sempre fujo.
- Não, você foi embora seguir seus sonhos, você não queria fazer o que o papai queria, então... se você for alguma coisa, você é corajoso, o mais corajoso de toda a família.
- Elliot, eu não sou corajoso, eu sou burro, afinal o papai tinha razão e olha aonde eu estou, as coisas que eu tive que fazer...
- Não importam, eu já disse que não importam. O importante é que você está aqui agora, que você está comigo. 
Eu o abracei e depois o beijei, sua boca tinha gosto de bebidas e cigarros, mas eu não me importava, o importante é que nós estávamos ali, nos beijando. A língua de Jonathan rapidamente invadiu a minha boca e começou a fazer truques junto com a minha. Deitamos mais uma vez na cama, John tinha tirado sua camisa enquanto entravamos dentro do edredom os nossos beijos ficavam cada vez mais e mais quentes, as mãos de Jonathan passeavam pelo meu corpo e entraram dentro da minha camisa para brincar com meus mamilos, eu dei um leve gemido quando senti Jonathan tocar neles.
- Se levanta – Jonathan disse e puxou minha camisa, agora nossos dois corpos se tocavam pele na pele, Jonathan estava em cima de mim.
- John... – eu disse entre nossos beijos, meu irmão puxou minha perna direita e passou ela por cima de seu corpo, agora nós estávamos ainda mais pertos se é se isso era possível.
Eu estava abraçando Jonathan enquanto suas mãos percorriam o meu torso pelado, mas eu desenlacei meus braços quando ele ficou de joelhos na cama, minha perna esquerda estava entre as suas duas pernas e a minha direita estava escorada em sua coxa esquerda. Eu alisei as coxas dele enquanto ele tentava desabotoar sua calça, ela era daquela que tinha botões ao invés de um zíper, Jonathan estava ansioso, e não conseguia sair do segundo botão.
- Calma – eu disse me escorando em meus cotovelos e segurando suas mãos – eu não vou sair daqui – eu terminei.
Eu tirei as mãos dele da rente e com muito mais calma que ele, eu desabotoei a calça que ele usava enquanto alisava o conteúdo pelo qual nós dois ansiávamos tirar de dentro dela. Jonathan se deitou em cima de mim mais uma vez, agora ele beijava meu pescoço e minha orelha esquerda continuei meu trabalho com a calça que agora era a minha mortal inimiga, e comecei a tirar a calça, quando eu toquei no bolso de trás de sua calça senti que havia alguma coisa dentro, era duro, parecia vários papeis, eu não tentei muito descobri o que era já Jonathan se encarregou de tirar o resto da calça, agora Jonathan estava apenas com sua cueca vermelha.
Eu conseguia sentir seu membro duro quando ele escorava seu corpo pesado em mim, e quando ele o esfregavam minha coxa, Jonathan me segurava pela cintura, suas mãos conseguiam fazer a volta por toda a minha cintura, eu me apoiava segurando na sua, mas eu precisava o abraçar com todo o meu braço para poder chegar ao outro lado, eu levei minhas mãos para a sua bunda e entrei debaixo de sua cueca box, alisei a sua bunda por alguns minutos quanto nos beijávamos fervorosamente.
Nós dois entramos debaixo do edredom, aquele agora era o nosso lugar seguro, dentro dali era apenas eu e Jonathan e não havia mais ninguém no mundo, apenas nós dois.

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