REENCONTRO


REENCONTRO

Depois de uma infância ausente, o pai de Alice finalmente volta a sua vida arrependido de todo o tempo que eles passaram afastado, mas Alice não o vê mais como um pai, e sim como um homem com quem irá fazer coisas inimagináveis.

Capítulo Único:

- Vai ser bom minha filha – minha vó disse – você vai poder conhecer seu pai melhor
- Não é como se você tivesse me dado opção vó – eu disse
- Eu sei que esses messes não vão ser como você imaginava, mas quem sabe pode ser até melhor, e se não forem, é apenas um verão e depois disso você vai estar longe daqui, longe do seu pai, longe da neve, e longe da sua avó – ele disse olhando a estrada, minha vó estava me levando para a casa do meu pai, pai com quem eu mal falava há anos.
- Porque eu não posso ir com você para o cruzeiro, passar meus últimos dias antes da faculdade?
- Por que você não tem mais de setenta anos, é um cruzeiro da terceira idade, você não ia gostar de qualquer jeito.
- Eu só não entendo porque você teve que vender a nossa casa justo agora, eu poderia ficar lá, com meus amigos.
- A empreiteira ofereceu um bom dinheiro por ela, mais do que ela valia, eu não pude negar, apenas de ser algumas semanas mais cedo,  aquela oferta não veio e momento ideal, você vai para a Califórnia para a faculdade e eu para a minha casa de condomínio dos sonhos na Flórida curtir os últimos anos da minha vida em paz sem ter que me preocupar com neta nenhuma.
- Assim até parece que a senhora não gosta de mim
- Filha eu te amo mais do que tudo nesse mundo, mas você sabe muito bem a única coisa que me impedem de curtir minha aposentadoria foi você. Não foi sua culpa, e eu não podia pedir por neta melhor – ela colocou a mão em minha coxa, e ainda não tirava os olhos da estrada – mas eu tenho 69 anos e mereço relaxar uma vez na minha vida antes que eu morra.
- Mas eu tinha que ficar logo com aquele homem?
- “Aquele homem” é seu pai, e ele mudou desde a última vez, ele finalmente se ajeitou e virou um homem digno, quando ele e a sua mãe tiveram você os dois eram muito novos, e não se preocupe eu já visitei ele, eu não ia deixar ele chegar perto de você sem que eu tivesse certeza que ele estava bem – minha vó me disse e me olhou nos olhos sorrindo, eu a amava, ela cuidou de mim desde que eu tinha sete anos, ela era a pessoa mais engraçada, ele era minha avó materna, minha mãe havia morrido alguns messes depois de eu ir morar com ele, e desde então sempre foi apenas nós duas.
Meu pai não era muito presente, eu o vi algumas vezes depois que fui morar com minha vó, mas quando eu tinha uns quatorze anos ele simplesmente desapareceu e apenas deu noticia ano passado, em meu aniversário de dezoito anos, ele me ligou e desejou feliz aniversário, eu não conversei com ele depois daquilo, mas aparentemente ele manteve contato com a minha avó.
- Além do mais, ele ta me enchendo o saco pra ver você então eu já mato dois pássaros com uma pedra, além do mais, você vai conhecer a Califórnia antes que todos os seus colegas na faculdade, isso não é legal?
- Vó eu vou fazer a faculdade em Los Angeles e meu pai mora em São Francisco, elas estão horas de distância uma da outra.
- Ah, mas é tudo a mesma coisa, as duas têm chão, casas e Sol.
Seguimos o resto da viagem em silêncio, foi uma viagem longa, moramos em Seattle e fomos para São Francisco, o que dava quase um dia e meio de viagem, e não paramos para dormir, apenas para ir no banheiro algumas vezes.
Quando finalmente chegamos eu me surpreendi com a casa de meu pai, não era grande, mas com certeza era melhor do que o barraco que eu estava esperando encontrar. Nós tocamos a campainha e esperamos ele atender, e esperamos, e esperamos, ficamos trinta minutos do lado de fora chamando por meu pai, mas não parecia ter ninguém em casa, depois de uma hora um carro preto parou do lado do nosso, por um segundo eu achei que era meu pai, mas era apenas uma uber, para a minha avó
- Filha eu já estou atrasada para o meu voo, eu consegui um desconto nesse voo e eu não vou perder, então você fica aqui e espera pelo seu pai, eu sei que ele não vai demorar para chegar
- Mais vó...
- Ah, e meu presente por você ter se formado e ganhado uma bolsa de estudo é o meu carro – ele tacou a chaves em mim, e por pouco não consegui pegar
- Essa lata velha?
- Olha tu respeita a Candance, ela foi uma filha melhor para mim do que a sua mãe – eu ri, aquilo era muito minha vó, eu tinha quase certeza de que ela tinha um parafuso a menos, e depois de tanto tempo morando com ela, eu aprendi que ela melhor deixar ela ser quem ele era, do que tentar opinar ou reclamar
- Tudo bem – eu disse, o uber buzinou reclamando da demora da minha avó
- Já vai cacete! – ela gritou, eu ri, minha avó pegou a mala que estava no banco de trás do carro e veio correndo em minha direção, eu fiquei com medo com o que ela iria fazer, mas foi apenas um abraço – eu te amo Alice ok? – ela disse olhando para mim enquanto alisava meu cabelo uma última vez – você foi a única coisa boa que aconteceu comigo em minha vida, e Deus sabe como eu precisava de um anjo igual a você depois do que sua mãe me fez passar – ela estava chorando
Eu comecei a chorar – eu também de amo véia.
- Vou te mostrar quem é velha – rimos juntas e nos abraçamos mais uma vez – Quando eu chegar na Flórida eu te ligo ok?
- Sim
- Não ache que você se livrou de mim só porque eu vou estar do outro lado da país ok?
- Eu sei
- E verão que vem vai ser diferente, você vai me visitar e conhecer seu novo avô
- E eu lá quero ir num asilo? – rimos uma última vez e minha vó entrou no uber e foi embora, me deixando sozinha com Candance.
Chorei por alguns minutos depois me recompus, todo aquele momento especial foi estrago quando lembrei que ainda estava do lado de fora esperando por seu pai que mal conhecia e iria passar o verão inteiro com ele. Eu liguei para ele e o celular tocou dentro de casa, como eu pensei ele não havia saído, ele estava se escondendo?
Bati na porta, só que dessa vez com bastante força e por muito mais tempo, estava cansada, passei o dia inteiro dentro de um carro, e estava apertada para ir no banheiro
- Adam! – eu gritei, pensei em falar pai, mas aquilo soava estranho para mim.
- Já vai – eu escutei alguém falar depois de um tempo, ele estava em casa como pensei.
Quando ele abriu a porta eu me deparei com meu pai pela primeira vez em anos, ele não era nada parecido com o que eu me lembrava. 
Ele era alto, cabelos e barba preta e ele também tinha pelos pelo corpo, ele apenas estava de cueca quando abriu a porta, e com uma cara de quem tinha acabado de acordar, quando o vi de cuecas eu virei o meu rosto com vergonha, mas ele não pareceu se importar
- Alice?! – ele fala quando percebe quem eu sou – Você... eu achei que você só chegaria dia quinze.... eu...
- Hoje É dia quinze! – e disse, ele abriu caminha para eu passar e eu entrei na casa, era bonita, não tinha muitos moveis e tinha aquele ar de casa de homem solteiro, mas não era ruim.
- Eu...
- Onde é o banheiro? – eu disse interrompendo ele
- no final daquele corredor – ele apontou
- Ok, obrigada – eu disse e fui para o banheiro, estava nervosa, aquele era a primeira vez desde que eu era uma criança que eu via meu pai, não sabia o que fazer, tudo o que eu queria era a minha vó, ela saberia o que fazer naquele momento, já eu... 
Quando eu sai do banheiro depois de uns bons quinze minutos sentada no vaso sem saber o que fazer, eu me deparei com meu pai agora com um short e uma camisa, pelo menos uma coisa a menos para me preocupar.
- Filh... Alice – ele disse – me desculpa eu achei que....
- Eu sei, tudo bem... – disse, não estava tudo bem, eu estava com raiva dele, por me deixar na mão mais uma vez, mas também estava nervosa e todo o meu corpo começou a tremer desde que eu vi ele, não sabia o que fazer, nem o que falar.
- Você está cansada? A viagem deve ter sido longa, e a sua avó aonde ela está?
- A vovó já foi para o aeroporto ele estava atrasada e não pode esperar...
- Me desculpe....
- Tudo bem, já passou – olhava para o chão eu não sabia se podia olhar para ele.
- Você está com fome eu posso...
- Não, só um pouco cansada
- Por favor se senta – ele apontou para o sofá, eu me sentei e ele se sentou ao meu lado, ficamos algum tempo sem conversar.
- Eu peguei uns trabalhos extras, por isso eu dormi mais do que deveria, me desculpe demorar para atender.
- Tudo bem, estamos no meio da madrugada mesmo... é, trabalhos?
- Sim, eu sou editor, quer dizer tento ser, tenho uns amigos fotógrafos que me passam uns bicos para editar vídeos de casamentos e essas coisas.
- Legal...
- Sim... Você quer dormir? Deve estar cansada
- Um pouco
- Você pode dormir na minha cama, eu durmo no sofá, o outro quarto está uma bagunça então não recomendaria ir lá...
- Não precisa, eu posso dormir no sofá
- Não tudo bem por mim, e ira ser apenas por alguns dias, enquanto eu arrumo a bagunça do outro quarto, e depois você pode ir para lá, eu sei que não vai ser por muito tempo, mas espero que ele possa ser o seu quarto.
- Obrigada, mas eu não me importo em dormir aqui, você deve estar mais cansado do que eu, eu consegui dormir um pouco no carro.
- Não, eu..
- Podemos dormir juntos – ele se assusta com a ideia, e eu também me assustei, não pensei antes de falar aquilo – se for uma cama de casal e.... eu não me importo em dividir.... Se você não quiser eu...
-Não! – ele fala de repente -  eu não me importo, só hoje não vai ter problemas, não é?
- Sim, só por algumas horas.
Fomos para o quarto, ele era e frente ao banheiro que eu tinha ido antes, tirei minha blusa de frio e meus sapatos e de deitei na cama, meu pai... Adam se deitou do outro lado depois de fechar as cortinas, os primeiros raios de Sol estavam aparecendo quando eu caí no sono...
Quando abri meus olhos notei que não estava sozinha, meu pai estava ao meu lado, lembrei que agora morávamos juntos, aquele seria um longo verão...
Meu pai estava sem camisa, não me lembrava dele ter tirado quando fomos dormir, ele ainda estava dormindo, eu o observei por alguns minutos, ele estava diferente do que eu me lembrava, eu me lembrava de um homem bem novo para ser pai, ele não tinha barba e era bem magro e seus cabelos eram médios, agora ele parecia um pai. Tinha cabelos curto e barba bastante escura, ele não era mais tão magro, tinha um corpo maior, mas não era muito grande, ele não era muito atlético, mas eu conseguia ver alguns músculos se sobressaindo em seu corpo, ele tinha alguns pelos em seu peitoral e barriga, o que deixava ele com um ar mais masculino, eu nunca tinha ficado tão perto de outra pessoa seminua, não um garoto, quer dizer um homem, apenas minhas colegas na escola nos vestiários depois da aula de educação física.
Coloquei minha mãe no peito dele, não sabia o motivo, apenas coloquei, senti ele respirando e seus pelos na palma da minha mão, meu nervosismo da noite anterior havia voltado, passei minha mão em volta até chegar nos mamilos dele, eles estavam duros, e por algum motivo aquilo me excitou, levei minha mão para o rosto dele, senti a sua barba em minha mão, quando ele levou a mão dele até a minha e me segurou, ele estava acordado.
Ele abriu os olhos e olhou para mim, não senti medo, o olhei de volta com o mesmo olhar, nossos rostos estavam perto demais, sentia a respiração dele e ele a minha, ele colocou sua outra mão em meu rosto e se aproximou de mim, nos beijamos. Senti a língua dele abrindo espaço para entrar em minha boca, aquele não era o meu primeiro beijo, mas parecia como se fosse, conseguia sentir todas as batidas de meu coração.
Adam se posicionou por cima de mim e continuou com o beijo, o beijo dele era diferente de tudo o que eu já havia feito antes, ele tinha total controle de mim, ele sabia o que estava fazendo. Suas mãos passaram pelo meu corpo e pararam em meus seios, ele arrancou minha camisa e meu sutiã, ele beijou meus seios um de cada vez e depois os segurou juntos e os acariciou ainda mais, ele logo partiu para minha barriga e minha calça, que não ficou em mim por muito tempo.
Estava nua, e o rosto de Adam estava entre minhas pernas, senti o frio da saliva dele saindo de sua boca e encostando em minha pele, depois de língua que com a ajuda de seus dois dedos fizeram história em meu corpo ao serem as primeiras coisas a me penetrarem,  eu gemi, gemi alto, aquela sensação era completamente nova para mim, não sabia o que era aquilo, mas sabia que era bom.
Adam voltou a me beijar, e agora senti o membro dele dentro da cueca me cutucar, não sabia o que viria agora, mas soube que tirar a roupa dele era a coisa mais certa a se fazer, com meus pés arranquei a cueca dele, e Adam posicionou seu pênis em minha entrada, não tive muito tempo para me acostumar com a ideia de que não seria mais virgem, em apenas cinco minutos eu estava dormindo e agora estava transando com alguém.
Adam penetrou em mim, e a sensação foi estranha de inicio, mas logo me acostumei, talvez me acostumei demais, Adam entrou completamente em mim de primeira, e depois começou a estocar enquanto beijava meu pescoço, eu olhava para o teto enquanto gemia, aquilo era bom, muito bom.
Segurei as costas de Adam e entrelacei minhas pernas atrás dele, enquanto ele me penetrava ainda mais rápido, eu gemia enlouquecidamente, nunca pesei que seria esse tipo de pessoa na cama, mas ao que parecia eu era - vai... – eu disse diversas vezes – vai! – Adam se levantou apoiando em suas mãos e estocou uma última vez, dessa vez mais forte e mais fundo do que antes e gozou, consegui sentir seu pau pulsando e jorrando seu gozo dentro de mim, ele gemeu de alivio e depois de um tempo se deitou do meu lado novamente.
Os dois com a respiração super pesada nos olhamos mais uma vez e era como se tivéssemos voltado a realidade de quem realmente éramos, Adam não era simplesmente Adam, mas sim meu pai.

by Ariel Purgo

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