Capítulo 10 (Segunda Parte) | O FILHO MAIS NOVO

- Consequência? John eu já estou nu, o que mais você quer – ele ainda segurava minhas mãos para cima, meu corpo todo estava a mostra para qualquer um ver.
- Não importa, o importante é que você esteja preparado para sofrer ela.
- O que é?
- Eu não vou contar, vou fazer melhor do que isso – Jonathan soltou minhas mãos, mas eu não tive nem um segundo livre, ele logo passou seu braço por meu corpo e me levantou do chão, meu short que ainda estava nos meus pés agora tinha caído completamente.
- John! – meu irmão me levou em seus ombros e me jogou na piscina, e depois riu.
- O que foi, eu disse que você teria uma consequência.
Ver meu irmão daquele ângulo, com ele tão confortável me fez sentir vergonha, eu queria ser como ele e não pensar tantos nas coisas pequenas, ele não se importava se alguém estivesse o vendo completamente nu ou vendo a gente daquele jeito. Jonathan voltou para a espreguiçadeira e voltou a tomar o seu banho de Sol como se nada tivesse acontecido. Eu fiquei dentro da piscina por um bom tempo nadando e passando o tempo, não queria sair dela, não queria ficar daquele jeito em plena vista.
- Você passou protetor solar? – Jonathan perguntou deitado.
- Eu? Não – eu disse encostando na beira da piscina, Jonathan se levantou e olhou direto para mim, apesar de ele estar com um óculos bem escuro eu conseguia ver o seu olhar protetor para mim
- Vem cá! – ele disse, não, ordenou.
- Para que?
- Para que? Oras, para eu passar protetor em você – ele disse pegando um vidro de protetor no chão.
- Não precisa, eu passo quando sair da piscina.
- E quando você vai sair, você está boiando aí a quase trinta minutos.
- Eu...
- Você não gostou da minha ideia?
- Como?
- Você não está confortável, me desculpa, eu achei que seria algo divertido e não tem graça se você não estiver feliz.
- John...
- A gente pode colocar os calções, ou... voltar para dentro se você quiser – a voz de meu irmão ficou triste, eu não queria o deixar daquele jeito, eu fiquei com raiva de mim mesmo em não conseguir aproveitar aquilo, eu sempre estragava as coisas.
- Me desculpe, é que.... Eu não sou assim, eu queria ser que nem você, ou o Victor e não ser tão introvertido, eu tento, eu tento o meu melhor para não ser assim, mas eu não consigo mudar – eu disse, eu saí da piscina e fiquei na frente de Jonathan – me desculpe por estragar esse momento – Jonathan se sentou na beirada da espreguiçadeira e segurou minha mão.
- Eu não me importo, você não estragou nada Eli, eu conheço você, você é meu irmão no final das contas, eu sei como você, eu que devo me desculpar, eu não pensei muito nisso quando falei.
- Não, eu que estrago tudo – disse.
- Você não estraga nada Eli – Jonathan se levantou e segurou meu queixo, olhei para cima, seu rosto, ele sorria e eu sorri em resposta, depois disso eu fechei meus olhos e o senti se aproximar do meu rosto, seus lábios tocando o meu, e a sua língua pedindo entrada em minha boca, nos beijamos pelo que parecia horas, depois disse sentamos na espreguiçadeira e nos beijamos mais, quando eu percebi, eu já estava completamente seco.
Nós ficamos ali abraçado, um do lado do outro, sem fazer, falar nada, nós estávamos juntos não precisávamos de mais nada.
- Eu posso pedir um favor? – John disse.
- O quê?
- Eu posso tirar uma foto sua?
- Foto?
- Sim, há alguns meses eu passei por uma casa de penhores e comprei uma câmera, e venho tirado algumas fotos desde então.
- Sério? – eu disse me sentando – Porque você não havia me contado isso antes?
- Não é nada muito importante, eu só tiro algumas fotos as vezes.
- Bem, elas são boas?
- Mais ou menos.
- Eu posso vê-las?
- Se você aceitar eu tirar algumas suas.
- John, eu...
- Eu sei, você não precisa aceitar, foi só uma pergunta – ele disse segurando meu braço, ouvir aquilo me deixou triste, eu não queria ser o estraga prazeres mais uma vez.
- Tudo bem – eu disse em resposta.
- Sério?
- Sim, eu...
- Calma eu vou lá pegar a câmera – Jonathan disse e saiu correndo para dentro de casa.
- Mas agora? – eu perguntei quando ele havia voltado segurando uma câmera um pouco antiga.
- Sim por quê?
- Eu não estou vestido Jonathan!
- Eu sei, e é por isso que eu quero eternizar esse momento
- Mas...
- Ninguém vai ver, esse vai ser um segredo entre nós – eu não queria se estraga prazeres eu falei em minha cabeça até ter coragem de aceitar.
- Tudo bem.
- Tudo ótimo
Jonathan se abaixou e tirou uma foto, eu fiquei surpreso, ele pediu que eu agisse com natureza, o que era difícil, eu não gostava de ser fotografado e para piorar ainda mais as coisas, eu estava completamente nu, ele pediu para que eu mudasse de posição e para fingir que estar pelado não fosse uma grande coisa. Passamos algumas horas daquele jeito, o que aparentemente era para ser uma foto se tornou um photoshoot completo, Jonathan me fez ficar em todos os cantos do quintal em todas as posições, até dentro da água.
- Você é natural nisso – ele disse quando acabamos
- Eu posso ver?
- Não!
- Por quê?
- Eu quero que você só veja as melhores.
Quando o Sol se pôs nós voltamos para dentro de casa, estávamos suados e cansados, eu ainda mais pois passei o dia em poses desconfortáveis e rezando para que aquilo acabasse logo, eu não queria estragar as fotos, por isso dei o meu melhor em fingir que quilo não me incomodava muito.
- Eu preciso fazer o jantar – eu disse
- Por quê?
- Porque o papai já está chegando e...
- Você pode pedir algo, você não precisa cozinhar todos os dias Eli, você não é a mamãe.
- Eu sei, mas eu quero, o papai gosta de comida feita na hora.
- Sim, sim eu sei -jonathan disse bravo
- John eu...
- Uns amigos meus me mandaram mensagens hoje de manhã
- Amigos?
- Sim, da época da escola, alguns ainda estão aqui
- E...
- E eu pensei eu sair e ver eles esta noite.
- Jonathan se você está...
- Não! Eu acho que seria melhor eu deixar você e o papai sozinhos, eu sei que eu sou um completo empata foda estando aqui com você.
- John você não é.
- Sim, eu sou, não sou burro Elliot, e nem surdo, eu ouvi vocês ontem à noite, eu passar um tempo fora para vocês.... bem você sabe... vai ser bom, para a sanidade mental de todos.
- John eu...
- Bem vou me arrumar.
Eu não queria deixar as coisas daquele jeito, mas quando eu fui seguir Jonathan meu pai abriu a porta.
- Elliot?
- Papai?
- Está tudo bem? – ele disse tirando sua blusa e colocando no sofá
- Sim, eu...
- O que você está vestindo? – eu estava com o calção, felizmente.
- Eu e Jonathan estávamos na piscina e...
- Até agora?
- Sim eu...
- Você fez o jantar?
- Não, eu estava prestes a fazer e...
- Onde está o Jonathan?
- Lá em cima ele...
- Você tem certeza que está tudo bem? Ele fez alguma coisa com você – meu pai continuava me interrompendo e não deixando com que eu fosse em direção à Jonathan.
- O quê? Não!
- Eu preciso subir e...
- Elliot! – meu pai gritou quando eu tentei subir as escadas – volte já aqui
- Papai – eu desci os degraus e fui em sua direção – olhe para você Eliot, está todos vermelho, porque você não passou protetor – ele disse com uma voz mais calma segurando meu braço.
- Eu me esqueci, papai.
- Aonde você pensa que vai? – meu pai disse, eu olhei para trás e Jonathan estava vestido descendo às escadas.
- Jonathan?
- Eu vou sair com alguns amigos.
- E que horas você pretende voltar?
- Não faço a mínima ideia
- Jonathan! – meu pai disse, enquanto ele passava por nós, eu e meu pai vimos Jonathan bater a porta e desaparecer.
- Eu juro, aquele menino.
- Papai?
- O que?
- Eu... – eu queria contar tudo o que estava acontecendo, eu abri minha boca para contar, mas o medo e a vergonha não deixaram.
- O que?
- Nada – eu disse, e o abracei – é só que... que eu te amo – meu pai não respondeu, apenas me abraçou em retorno.
Me desculpe, me desculpe por esconder tanta coisa de você papai, e me desculpe fazer você se sentir desse jeito Jonathan. Minha cabeça fazia tantas perguntas, eu não fazia a menor ideia do que eu estava me metendo, eu amava meu pai, mas eu também não queria deixar Jonathan, eu não sabia o que fazer.

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