Capítulo 10: "Segredos" | FIGURA PATERNA
FIGURA PATERNA
Capítulo 10:
"Segredos"
Fazia duas semanas desde que eu mantinha tudo aquilo apenas
comigo, tudo o que eu fizera com meu pai, eu não queria que ele descobrisse o
que eu tinha feito, que ele tivesse que passar por aquilo, que sofrer por um
coisa que eu tinha feito por livre e espontânea vontade. Eu tinha que manter
tudo aquilo em segredo, foi difícil não contar para o meu pai o que tinha
acontecido entre mim e George, e agora era mais difícil contar tudo o que eu
fizera com meu tio.
Eu vinha tendo um caso com meu próprio tio, traindo ainda
mais meu pai, a cada dia que passava eu sabia que a verdade ficava cada vez
mais longe e que eu teria que manter aquilo para sempre. Meu tio não era ruim,
ele era gentil comigo quando eu não reclamava, e eu não podia mentir, dormir
com ele era bom, era excitante, e era quando transávamos que eu parava de
pensar, pelo menos um pouco, em meu pai mesmo com a culpa aumentando a cada vez
que eu sentia o corpo nu de meu tio tocar o meu.
Meu pai não tinha percebido nada, pelo menos era o que
parecia, quase todas às noites eu ia para o seu quarto, transavamos e quando
ele achava que eu ia dormir em meu quarto era quando eu ia para o quarto de meu
tio. Meu tio tinha voltado para a nossa casa, aparentemente ele preferia o
conforto de uma casa maior do que a privacidade, meu pai não havia gostado,
aquilo significava que passaríamos mais tempo distantes, mas ele não sabia que
agora, eu não tinha apenas ele para “visitar”
Um lado bom nisso tudo era que eu não precisava fingir que
não havia alguma coisa entre mim e meu pai, meu tio havia me flagrado no colo
de meu pai diversas vezes, meu pai ficava envergonhado ou tentava disfarçar,
mas depois de um tempo aquilo foi ficando normal, assim como suas caricias eu
seus beijos mais longos em meu rosto, ou ficarmos abraçado um com o outro
sempre que podíamos, Michael fingia não perceber ou se importar com aquilo, em
uma das noites ele confessou que aquilo excitava-o de certa forma, saber que
ele me dividia com meu pai sem ele saber, algumas noite antes de ir para o quarto
de meu pai Michael me esperava no corredor e me fazia o chupar ali mesmo, ele
queria que meu pai provasse o gosto do seu pau.
Eu não o amava, daquilo eu tinha certeza, meu tio não era
uma pessoa boa, eu pude notar aquilo depois de tanto tempo juntos, ele gostava
da ideia de que fazia meu irmão de trouxa, que ele usava e abusava de mim, a
quem meu pai amava e que a imagem que meu pai tinha de mim era mentira, as
vezes eu achava que ele queria que meu pai soubesse da verdade apenas para
poder jogar aquilo na cara dele, eu rezava para que esse dia nunca chegasse,
pois eu era o culpado de tudo aquilo, minha luxuria. Às vezes eu pegava meu tio
me olhando enquanto passava muito tempo pensando, eu temia o que se passava em
sua mente, até mesmo quando ele dormia, ele tinha um sorriso que era tudo menos
boa coisa.
Eu podia não gostar daquela situação, eu falava para meu
tio, mas ele sabia que eu estava em suas mãos, minha excitação em nosso tempo
juntos falava a verdade, que eu gostava de seu toque, que eu me excitava quando
eu o sentia dentro de mim, quando minha boca era emundada por sua semente. Eu
era refém de meu tio, e eu gostava daquilo.
Em um jantar, meu pai não passou a noite comigo, ele teria
que acordar mais cedo e sair da fazenda para falar com um de seus clientes,
aquilo significava que eu teria uma noite e um dia inteiro a sós com meu tio.
Meu tio queria que dormíssemos juntos naquela noite, eu havia trancado a porta
de meu quarto para que não houvesse chances que meu pai percebesse que eu não
estava lá de manhã antes dele sair, eu não tinha contado aquilo para meu tio,
eu sentia que se contasse ele me faria destrancar a porta. Tivemos uma noite
como nunca antes e passamos quase toda acordados, meu tio era com um animal
feroz na cama, nunca se cansava.
- Bom Dia tio – eu disse para ele depois de acordar e descer
as escadas, ele estava com uma calça jeans e sem camisa, já estava suado e
cansado, ele havia acordado antes que eu para poder fazer as tarefas do dia, já
que meu pai não estava ele tinha que fazer um trabalho duplo.
- Bom dia criança, demorou para acordar hoje – ele falou
rindo
- Sério?
- Sim ia te acordar para a gente se divertir antes de ir
trabalhar, mas depois da noite que tivemos achei melhor deixar você dormir mais
– Michael me puxou pelo braço e me fez sentar em seu colo – vem cá com o tio – ele disse, eu consegui
sentir o cheiro de álcool em seu hálito, ele já havia bebido e muitas naquela
hora do dia.
Ainda sentado eu me
virei e fiquei ainda mais perto dele, coloquei minha cabeça em seu ombro
direito, ele passou seu braço pelo meu corpo e ficamos um colado com o outro, apesar
de tudo eu gostava de seu toque, sua mão passar pelo meu corpo, assistimos um
pouco de televisão enquanto ele alisava as minhas pernas com uma mão a sua
outra passeava pelas minhas costas.
- Tio?
- O que foi?
- Como meu pai era quando ele era mais novo?
- Ele sempre foi o filho perfeito, até que ele engravidou
sua mãe quando eles ainda estavam na escola, o resto você sabe.
- Sim. ele tinha ficado com alguém além da mamãe?
- Sim algumas, até ele conhecer a sua mãe, depois disso ele
virou um chato que não parava de falar dela.
Era bom ouvir que meu
pai amava minha mãe, eu sabia que não poderia ficar no lugar de minha mãe e eu
nem queria ocupar ele, tudo o que eu queria era que meu pai voltasse a ser
feliz.
- Quando você e seu pai começaram tudo isso? – foi ele quem
perguntou dessa vez.
- “Isso”? – eu disse - há alguns anos, mas nos amamos.
- Sua mãe ainda estava viva?
- Não, foi depois.
Eu conseguia sentir o Michael duro em minhas pernas enquanto
eu contava a minha história, ele me fez sentar em seu colo, eu conseguia sentir
o pau dele pulsando, Michael começou a beijar meu pescoço e dizer coisas bem
baixinhas em meu ouvido. - Você não consegue ficar sem meu leite não é sua
puta?
- N-Não...
- Não - eu disse em meio aos meus beijos em seu rosto, eu
sentia a barba por fazer dele em contato com o meu rosto sem nenhum pelo e eu
conseguia sentir o pau dele pular toda vez que nos beijávamos e ele colocava a
língua dentro da minha boca.
- Então a gente tem que resolver isso não é - ele falou
entre nossos beijos. Eu puxei a camisa dele
e desafivelei o seu cinto e abri
o zíper das calças de Michael, eu desci de seu colo e me ajoelhei em frente a
ele entre suas pernas abertas, enquanto me segurava em suas coxas com as minhas
duas mãos eu não tirei o meu olhar dos olhos dele, parecia que não existia nada
entre nós naquele momento, nada existia no mundo.
Passei meus braços em seu pescoço enquanto ele me devorava
com sua boca, nos abraçamos e eu sentado em seu colo senti o membro dele duro,
ele tinha tirado sua cala e agora ele estava usando apenas de samba canção e a
cabeça do pau estava para fora, foi quando eu segurei a comecei a massageá-lo,
eu tinha visto o papai fazer aquilo antes, então eu o fiz, ele não gostou no
começo, tentou me fazer parar, mas ele acabou desistindo quando eu coloquei a
minha boca e comecei a chupa-lo, ficamos ali, comigo ajoelhado na sua frente o
chupando até que ele gozou na minha boca, mesmo depois da noite que tivemos ele
conseguia encher minha boca com seu leite.
Depois que terminamos, Michael e eu deitamos no sofá suados
e pelados.
- Você já ficou com alguém além dele?
- O quê
- Você já dormiu com alguém além daquele garoto?
-Tirando você não.
- Sim, eu tinha minhas dúvidas desde que cheguei aqui, foi
então que eu peguei vocês no flagra, foi quando eu vi que o Robert transando
com o próprio filho, eu pensei, deve ter algo muito bom nesse garoto para o
certinho do meu irmão fazer um coisa dessas, e naquela noite eu descobri. Você
faz tudo o que eu quiser sem reclamar, talvez esse seja o bom de foder outros
homens, nós não temos frescura, até hoje você nunca recusou quando eu te
ofereci minha rola. Você dá de mil a zero em muita mulher que eu já comi.
- O-obrigado?
- Não é sério, seu cuzinho é bem apertadinho e quentinho,
também com aquele pauzinho que seu pai tem quase não faz estrago em você - Não
é verdade o papai não é tão pequeno assim - vem cá eu vou dar uma saidinha para
cidade agora, você não quer ir comigo?
- Mas eu pensei que você ia ficar aqui trabalhando na
fazenda
- Eu já fiz tudo o que eu tinha que fazer, agora eu vou pra
cidade e você vai comigo entendeu?
- Sim.
- Olha eu não sei o que seu pai vem te falando, mas os
negócios não estão indo muito bem, por isso quase sempre não tem muito o que
fazer, hoje mesmo ele foi vender uma das máquinas dele.
- Não, ele foi falar com um cliente, ele me disse isso
- Sim, um comprador, ele mentiu, seu pai acha que você ainda
é muito criança, mas eu acho, se você já é velho suficiente pra vir dá seu
cuzinho para dois homens que nem a gente, você é adulto suficiente para saber a
verdade.
- Que verdade?
- A ideia do seu pai de ter pouco empregado pra ficar te
comendo foi estúpida, ele não podia ficar fazendo o trabalho de quase dez
pessoas sozinho, e agora ele tá arcando com a idiotice, eleprecisou fazer um
empréstimo para me tirar da cadeia - meu pai está endividado? Ele nunca havia
mencionado aquilo sequer uma vez para mim.
- Porque o papai mentiu tanto assim para mim?
- Eu não sei - Michael se levantou do sofá e vestiu
novamente a sua roupa - vamos, vai se arrumar que a gente tem um lugar
importante para ir.
- Que lugar?
- Quando a gente chegar você vai saber, anda!
Fui para o meu quarto
e me arrumei, voltar a usar roupas de novo era estranho, será que havia me
acostumado a usar quase nada? Quando eu desci, meu tio me levou para o seu
carro e começou a dirigir, eu achei que iríamos para a cidade, mas ele apenas
continuou a dirigir o mesmo aconteceu quando chegamos na cidade vizinha que era
bem mais longe, ele foi para um lugar que eu nunca havia ido antes, quase não
havia pessoas, paramos em um estacionamento de caminhões, e ainda não havia
entendido o motivo de estarmos lá.
- Você ama seu pai? - Michael finalmente disse depois de
passar a viagem inteira sem falar comigo
- Sim é claro que sim.
- Eu disse pra você que ele tem muitas dívidas, ele pode
perder a fazenda a casa de vocês tudo o que vocês possuem se ele não arranjar
dinheiro
- O que isso tem haver, porquê estamos aqui?
- Eu tenho um jeito de você ajudar o seu pai, você quer
ajudá-lo não é
- Sim, mas eu não estou entendendo, como?
- É bem simples, eu conheço pessoas que pagariam dezenas de
dólares pra ter um momento a sós com você
- Como assim a sós?
- Cassio, você já é bem grandinho, e está na hora de você
ter responsabilidade e ajudar seu nesse momento difícil que ele está passando,
eu posso trabalhar pro resto da vida para o seu pai, mas isso não vai ajudar
muito, a única coisa que pode ajudar você é dinheiro, e eu tenho uma solução
fácil para isso - um homem chegou mais perto do carro até ficar do meu lado, ele
bateu na janela e acenou para o Michael, ele saiu do carro e depois abriu a
porta para mim, mas segurou meu braço bem forte.
- Cassio esse é o Teddy, ele é um amigo meu, eu mencionei
você pra ele, e ele ficou louco pra te conhecer
- Nossa ele é ainda melhor do que você falou - Teddy disse
me dissecando com os olhos.
- Agora Cassio, porque você não seja um bom garoto e segue o
Teddy okay?
- O... o quê?
- Vai ser rapidinho, uma hora apenas, mas você tem que fazer
tudo o que ele mandar tudo mesmo - agora foi a vez de Teddy segurar meu braço,
antes mesmo do Michael me soltar, depois ele começou a me puxar em direção a um
caminhão, eu tentei com todas as forças me soltar, mas eu era fraco em
comparação com Teddy, que não tinha nem um problema em me arrastar pelo
estacionamento, eu tentei gritar, mas recebi um forte tapa em meu rosto em
repreensão
- É melhor você ficar quietinho, não se preocupa, você vai
ter bastante tempo pra gritar feito uma mocinha quando eu começar com você -
ele disse com um sorriso assustador em seu rosto, eu me virei para trás,
Michael não estava mais lá, nem o seu carro, eu não sabia o que poderia fazer
para me livrar daquilo, o sentimento de que eu não iria conseguir me livrar
daquilo tomou conta de mim e eu comecei a chorar, naquele momento tudo o que eu
queria era estar com meu pai.

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