Capítulo 07 | O FILHO MAIS NOVO

- Isso – ele disse parando – Você ainda continua o mesmo fracote de sempre.
- Cala a boca! – eu disse me recuperando e jogando um travesseiro na cara dele, começamos a brincar de lutinha, aquilo me fez lembrar de quando éramos crianças, como a gente fazia antes, eu me diverti do mesmo jeito, eu percebi que senti muito a falta de meu irmão. Em poucos segundos Jonathan conseguiu me dominar, ele sempre foi mais forte do que eu então ele sempre vencia quando éramos pequenos e aquilo talvez nunca iria mudar. Tentando me soltar eu fiz com que nós caíssemos no chão, mas nem aquilo parou a briga, Jonathan estava com o corpo todo em cima de mim, que tentava com todas as minhas forças me soltar dele.
Eu escuto a voz de meu pai - O que vocês estão fazendo?
- Nós, nós estávamos brincando... – Eu disse. Jonathan me solta e nós dois sentamos em minha cama.
- Vocês já estão bem grandinhos para esse tipo de brincadeira, não? – meu pai fala.
- D... Desculpe – eu falei, Jonathan deu uma gargalhada, mas não disse nada, apenas olhou para o chão.
- Bem, estou indo trabalhar, se comportem okay? – papai disse olhando em especial para Jonathan
- Okay – eu disse – bom dia! – tentei sorri, mas o clima estava bem estranho. Meu pai saiu e nós o ouvimos descer as escadas.
O meu pai não estava muito feliz, eu não queria que ele fosse trabalhar daquele jeito, eu corri para alcanças ele, e consegui enquanto ele abria a porte.
- Papai?
- Elliot – ele disse olhando para trás, eu cheguei perto dele, muito perto, nos olhávamos nos olhos, eu peguei a gravata dele em suas mãos, sem tirar os olhos dos dele, passei a gravata em seu pescoço e abotoei o último botão em sua camisa – você esqueceu da gravata – sorri, ele sorriu de volta.
- Elliot... 
- Sim?
- Tome cuidado okay?
- Por quê?
- Você sabe, não deixe as besteiras do Jonathan entrar na sua cabeça tudo bem?
- Porque vocês se odeiam tanto? – eu perguntei
- Eu não o odeio, pelo contrario eu o amo, e é por amor a ele que eu pego no pé dele, eu o amo tanto que não me importo em ser o vilão, não se no final ele ter uma boa vida. – Eu sorri, apesar de ser orgulhoso e duro com a gente, papai sempre quis o melhor de todos nós, ele nos amava, e eu o amava.
- Você não pode pelo menos tentar ser gentil com ele?
- Elliot...
- Já sei! Hoje quando você voltar do trabalho a gente pode jantar juntos, só nós três e sem nenhum de vocês brigarem ouviu.
- Elliot, eu não sei...
- Bem, então eu sei por você entendeu? – eu já tinha arrumado sua gravata, mas ainda continuava perto dele, conseguia sentir o cheiro de enxaguante bocal vinda da boca dele, seu perfume, sua respiração, eu estava excitado naquele momento, eu sentia minha barriga tremer, sabia que não podíamos nos beijar, mas eu o beijei mesmo assim, e meu pai retribuiu o beijo, ele colocou suas mãos em meus quadris e me puxo ainda mais perto dele
- Você não devia fazer isso Elliot – ele disse, eu conseguia sentir seu membro duro dentro das calças quando ele me apertava para ainda mais perto dele – você tem ideia de como isso me deixa?
- Sim, - eu disse em meio ao nosso beijo – por isso eu faço, levei minha mão até sua virilha e alisei-o por cima da calça, meu pai gemeu baixo, colocou sua mão direita atrás da minha cabeça e me puxou para mais um beijo.
- Hoje à noite – ele disse – eu vou fazer você pagar por isso ouviu?
- Sim, por favor.
- Eu tenho que ir...
- Eu sei – ainda continuávamos com nosso beijo, meu pai puxou minha cabeça e começou a beijar meu pescoço no lado esquerdo e deu um grande chupão, no momento que ele fez aquilo eu sabia que iria ficar marcado nos próximos dias.
- Você é meu Elliot, entendeu?
- Sim – sorri, dessa vez papai realmente foi embora para o seu trabalho, eu fiquei parado na entrada da casa pensando no que tínhamos acabado de fazer. Quando eu me virei eu me deparei com Jonathan em pé atrás de mim, ele estava assustado, meu coração gelou naquele momento.
- Jo... Jonathan?
- O que aconteceu? – ele disse preocupado – vocês... vocês estavam se beijando?? 
- Eu... Eu posso explicar.
- Não tem nada para explicar – ele veio para mais perto de mim – Elliot ele te machucou?
- O que?
- Ele te obrigou a tocar nele?
- O que? Não... Não é isso, eu quis beijar ele
- O quê? A quanto tempo isso acontece?
- Não muito nó...
- Ai meu deis, a mamãe – ele colocou a mãos em sua cabeça desacreditado no que que ele tinha visto.
- Não! Isso foi depois, Jonathan eu...
- Eu sabia que eu não poderia ter te deixado aqui sozinho com ele.
- Jonathan eu...
- Nós precisamos ir embora, procurar a polícia, meu deus – Jonathan se desesperou
- Jonathan eu o amo! – Eu gritei.
- O que?
- Eu o amo! Nos beijamos porque eu quis
- Elliot você... você não pode estar falando sério não é, ele é o nosso pai
- Eu sei, mas eu não me importo com isso, ele não se importa com isso.
- Pelo amor de Deus, você tem dezessete anos Elliot, ele tem mais de cinquenta anos! -ele ergueu a voz eu ergui a voz, estávamos brigando – você não sabe o que está falando.
- Eu sei sim – eu disse
- Eu quis fazer tudo o que fizemos
- Fazer? Elliot você e ele já...? – eu sabia ao o que ele estava se referindo
- Si-sim – eu disse envergonhado, Jonathan parou de rodar em circulo e veio até mim, segurou meu rosto e olhou em meus olhos?
- Elliot, você é inocente, você não faz ideia da dimensão do que vocês fizeram, ele não, ele é um adulto e estava em plena consciência quando te estr... – ele não quis terminar a frase, e eu não queria ouvir aquilo.
- Eu amo Jonathan! Nós nos amamos!
- Elliot você já amou outra pessoa? – ele perguntou, não respondi apenas olhei para o chão, ele ainda estava segurando meu rosto pelo queixo, então me puxou para nos encararmos mais uma vez.
- Você já transou com outra pessoa? Você já beijou outra pessoa? – mais uma vez eu não respondi.
- Elliot você é muito novo, como você pode saber o que é amor, você não tem nenhuma outra comparação;
- Eu...
- Elliot o que vocês, o que ele fez com você foi errado
- Não! – eu me soltei dele – e você? Já amou alguém? Eu não preciso amar outra pessoa para saber que eu o amo, eu não preciso beijar outra pessoa para saber se é bom, eu não preciso transar com outra pessoa para saber que é com ele que eu quero passar o resto da minha vida.
- Sim, eu sei o que é amor, e eu sou seu irmão, eu conheço você melhor do que ninguém Elliot, você é sensível, você não é como os outros garotos, você sempre quer deixar todos felizes e não se importa com você mesmo – ele se aproximou mais uma vez, agora segurou minhas duas mãos – eu não duvido que você está fazendo isso para deixar ele feliz.
- Isso não é verdade!
- Então como isso começou? – ele perguntou, não queria responder pois saberia o que ele iria pensar.
- Só aconteceu...
- Você tinha me mandado uma mensagem dizendo que ele estava triste não é?
- S-Sim
- E depois você falou como ele estava feliz novamente, não?
- Sim – olhei para baixo não queria encará-lo.
- Por acaso isso começou nessa mesma época?
- S... Sim, mas isso nã...
- Eu sabia! – ele disse me interrompendo.
- Jonathan eu... Eu não me importo! Talvez tenha começado por esse motivo, eu não sei, mas eu sei que não quero parar.
- O que você acha que vai acontecer, você acha que vocês vão ficar brincando de casinha pro resto da vida? Você vai ser a dona de casa e ele o provedor? Você ao menos vai pra faculdade?
- E-Eu não sei, nós temos tempo para pensar.
- Elliot, se mesmo o que você está falando é verdade, você acha que vocês vão conseguir fazer que isso dure? Você é jovem, ele não, se você encontrar uma pessoa que você ame de verdade o que vai acontecer com vocês.
- Eu não vou, pois eu amo apenas o papai.
- E você ainda o chama de pai? Elliot ele não é o seu pai mais, ele não nosso pai, um pai não faz isso com os próprios filhos, você sabe como ele me tratou quando eu morava aqui
- Mas... Ele fez aquilo apenas para o seu próprio bem ele...
- Meu bem? Me obrigar a fazer uma coisa que eu não quero é meu bem? Você sabia que ele falou que me deserdou?
- O que? Ele, ele não faria isso.
- Sim ele fez, e depois de um tempo que eu me mudei para L.A. meu colega de quarto me expulsou de casa, eu não dinheiro eu não tinha para onde ir, eu liguei para mamãe, e ela ia me ajudar, mas aquele cara descobriu e a proibiu, você não faz a mínima ideia das coisas que eu tive que fazer do que eu passei, ele mente Elliot, tudo tem que acontecer do jeito que ele quiser.
- Eu, eu não sabia disso.
- Sim, porque ele não quis que você soubesse, ele te mantém nessa bolha para que apenas ele tenha poder sobre você.
- Isso não é verdade ele...
- Você sabe porque o David se mudou de Estado?
- Porque ele foi trabalhar em uma das filias do papai.
- Não, ele se demitiu, quando não concordou com o plano antiquado que ele tinha e ele fez um novo, melhor, ele se mudou porque nenhuma empresa daqui o contrataria pois o “papai” falou mal dele para todo mundo, ele nem se quer deu referencias para o David, ele teve que recomeçar do zero em ouro Estado por culpa dele.
- Mas isso...
- Elliot, o papai não é uma boa pessoa, e agora que não temos mais a mamãe aqui para apaziguar e nem para ser controlada, ele quer você, ele quer controlar você. Ele pode ter te falado que te amava, mas é isso que ele faz, ele mente para todos.
- Jonathan para por favor – eu comecei a chorar, me sentei de joelhos no chão, eu não conseguia parar de pensar naquilo, eu o amava, ele não poderia ter feito todas aquelas coisas, não.
- Elliot... – Jonathan disse
- Ele... Ele não faria isso
- Elliot- e se sentou na minha frente e segurou meu rosto novamente – porque ele? De todo mundo, porque logo ele?
- Eu não sei, eu o amo – Jonathan se aproximou de meu rosto lentamente, eu fechei meus olhos, mas senti seus lábios tocarem nos meus. – Jonathan!? – eu disse me afastando, mas ele se aproximou de novo e dessa vez eu não me afastei, eu deixei que ele me beijasse, que nossas línguas se tocassem – o que, o que você está fazendo? – eu perguntei, mas ele não me respondeu, apenas continuou me beijando.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

VERÃO ARDENTE | Apresentação + Personagens

DESEJO - EP1

DESEJO - EP7