Capítulo 06 (Segunda Parte) | O FILHO MAIS NOVO
Eu me levantei na mesma hora, meu pai puxou seu calção de volta para o lugar, mas o seu membro duro ainda era completamente perceptível, e comigo também não havia nenhuma diferença, nos escondemos atrás do balcão, não tivemos nenhum outro plano melhor, pois Jonathan apareceu em questão de segundos, mas felizmente apenas nossas partes superiores estavam amostrava, então tivemos tempo para nos “recuperar”, não demorou muito tempo para o membro de meu pai abaixar, ser quase flagrado pode ser uma coisa bastante broxante.
- Pai? – Jonathan disse enquanto entrava.
- Jonathan? – meu pai falou, Jonathan entrou em casa e se deparou conosco dois, meu pai e eu estávamos pálidos, ambos sem camisa, e assustados, e eu, bem toda a região da minha boca estava molhada com a minha própria saliva. Ele estranhou a nossa situação, todo aquele momento foi constrangedor, na minha primeira oportunidade eu voltei para o meu quarto e me vesti, meu rosto ainda estava completamente vermelho de vergonha por Jonathan ter quase nos flagrados em um momento tão... intimo.
Quando eu desci e voltei para a cozinha meu pai ainda estava de cuecas e meu irmão sentado no banco em frente à ele comendo. Quando eu cheguei sorri um sorriso nervoso e fui em direção ao meu irmão.
- Jonathan – eu disse e o abracei, ele retribuiu o abraço, foi quando eu percebi que tinha uma mala perto da porta, e não era uma mala apenas para ficar alguns dias – aquelas malas são suas? – eu perguntei me desvencilhando do abraço, mas ainda ficando perto dele.
- Sim – ele disse – eu pensei em ficar aqui por alguns dias, era o que eu estava falando com o papai, não vai ser um problema, não é? – Jonathan disse olhando para papai, nos ainda estávamos meio abraçado meus braços estavam em seu ombro, e os de Jonathan estavam em minha cintura, ele estava sentado então era fácil colocar meu braços em seus ombros, se ele estivesse em pé seria bem difícil, Jonathan era muito, o mais alto da família, até mesmo que o meu pai, acho que ele tinha quase um metro e noventa.
Meu pai não respondeu, depois de um tempo, ele estava escorado na pia com uma caneca de café na mão, ele estava estranho, desde que eu tinha descido ele não havia falado nada – alguma coisa aconteceu na Califórnia? – meu pai perguntou, Jonathan tinha se mudado há alguns messes para Los Angeles de repente para seguir uma carreira de fotógrafo, ele tinha abandonado a faculdade de administração que ele estava cursando, aquilo deixou meu pai bem frustrado, e eles ficaram sem se falar por muito tempo, eles apenas voltaram a se falar quando mamãe ficou doente, nosso pai é bem rigoroso e Jonathan é exatamente ao contrário dele, eles viviam brigando quando Jonathan morava conosco antes de ir para faculdade. De todos os meus irmãos, Jonathan é o que mais se destaca, depois de mim ele é o mais novo, e sempre foi o mais rebelde, enquanto todos meus outros dois irmãos seguiram a mesma carreira de meu pai, e trabalham para ele agora, e talvez fosse a mesma coisa que iria acontecer comigo, Jonathan sempre odiou a ideia de trabalhar em algum escritório, por na primeira oportunidade que teve ele fugiu para Califórnia.
Tudo isso aconteceu há um pouco mais de um ano atrás, depois disso eu apenas tinha o visto no funeral de mamãe, nós éramos amigos antes por nossos irmão já eram adultos e tinham saído de casa há bastante tempo, eu tenho mais lembranças de Jonathan do que de Victor ou David, por isso eu fiquei muito triste quando ele foi embora para faculdade e mais ainda quando ele fugiu pois sabia que papai ficaria furioso e talvez nós nunca mais iriamos nos ver.
- Não! – ele disse – a patroa ficou esquentada então vou dar um tempo para ela esfriar a cabeça
- Você está namorando? – eu disse.
- Sim já faz alguns messes, eu não mencionei antes pois não queria estragar o momento.
- Como ela é? – eu perguntei – Qual o nome dela? Ela é bonita?
- Calma Eli – ele disse, Jonathan me chamava de Eli desde que éramos crianças – antes deixa nosso pai responder ele disse olhando mais uma vez para o papai, - eu posso ficar aqui por alguns dias?
Era obvio que ele não queria responder aquela pergunta, nosso pai era orgulhoso demais para responder de uma boa depois que ele disse que Jonathan não era mais bem-vindo em nossa casa – É claro que pode! – eu respondi quando nosso pai desviou o olhar – aonde mais você ficaria? – Jonathan sorriu e me abraçou de novo, dessa vez levantando, então eu voltei a me sentir minúsculo em comparação à ele, quando ele foi embora Jonathan parecia comigo, mas agora ele tinha ganhado muito corpo, ele devia fazer academia, seus braços fortes marcavam a manga de suas camisetas, seu cabelo estava cortado mais rente a cabeça, mas ele ainda tinha o cabelo preto e a pele pálida que nosso pai havia dado para gente.
- Você pode dormir no quarto do David, ou no meu quarto como antes – eu disse puxando ele para o andar de cima, lembra de quando dividíamos o quarto?
- Sim, claro, você foi o único colega de quarto bom que eu tive – eu sorri.
- Quanto tempo você acha que você vai ficar?
- Eu ainda não, eu tenho que resolver uns negócios aí.
- Como é a Califórnia? – eu perguntei, eu estava animado com a vinda de Jonathan, ele era meu melhor amigo, e agora ele estava de volta, e em todo esse tempo que ele estava aqui ele ainda não tinha brigado com papai, o que era uma novidade para todos mundo.
Jonathan sentou na minha cama – Ei Eli? – ele disse
- O que? – eu perguntei
- O que você e o pai estavam fazendo quando eu cheguei? – aquela perguntou gelou o meu coração, eu não podia falar a verdade, eu odiava mentir principalmente para Jonathan, mas eu sabia o que ele pensaria se eu contasse a verdade.
- Como assim “o que” ? Nada ué... Só estávamos fazendo o café da manhã – não sabia se ele tinha comprado aquela mentira, mas ele deixou o assunto para lá.
- Okay, bem você ainda não me falou sobre você, você está prestes a acabar o ensino médio não é?
- Sim
- E o que você vai fazer?
- Eu não sei, eu ainda não me decidi o que quero cursar, papai disse que eu deveria fazer administração ou algo do tipo – eu disse sentado do lado dele, Jonathan riu
- É obvio que ele disse isso, você tem sorte dele viver te mimando comigo ele apenas disse que eu isso era o que eu iria fazer, sem se importar no que eu queria, do jeito como ele te trata você pode até escolher a sua faculdade.
- Eu não sou mimado – disse dando um soco em seu ombro, que não fez nenhum efeito.
- Sem você é – ele passou seu braço esquerdo em mim e me abraçou de lado.
- Sim você é sim, o mais mimadinho dos quatro
- A mamãe fazia a mesma coisa com você.
- Mas é diferente, a mamãe me cobria pois sabia o saco que o pai era, já o seu papaizinho de dá tudo o que você quer
- Não é verdade...
- Bem, mudando de assunto, você sabe que não precisa fazer faculdade não é? Essa ideia toda de que quem faz é melhor de alguma forma é arcaica, eu não fiz faculdade e olha aonde estou? Sabe você deveria ir morar comigo em Los Angeles ao invés de estudar, você aprenderia muito mais comigo – ele disse.
- Eu não sei... – eu disse
- Bem, eu só quero que você pare de se depender no pai tanto, seria melhor para você andar com suas próprias pernas, se você sempre fazer o que ele quiser você vai terminar que nem o David, ou pior ainda você se tornaria uma copia exata do papai que nem o Victor se tornou.
- Não fale mal dele
- Eu não estou – Jonathan colocou a mão em minha coxa – você cresceu desde a última vez que te vi, já tem alguma namorada? – ele perguntou, eu fiquei vermelho e não soube o que responder – ou namorado, eu não me importo sabe.
- N... Não nenhum, quer dizer nenhuma – Jonathan riu
- Você continua o mesmo ratinho tímido de antes sabia – ele passou a mão em meu cabelo e ficou me encarando – eu espero que você continue assim, você é o mais inocente da família, eu não quero que o papai te estrague que nem ele fez com os outros.
- Eu não sou inocente – eu disse com raiva.
- Não é? – ele falou rindo – aposto que você nunca beijou alguém não é – eu como de praxe fiquei vermelho mais uma vez – quer dizer, além de mim, não é?
- O que?
- Você não lembra quando nos beijamos na casa da arvore quando éramos crianças? – eu havia me esquecido daquele dia, quando éramos crianças Victor e David vivam brigando com a gente e nos batendo, coisas de irmãos mais velhos, aí nós prometemos que a gente sempre ia ficar juntos e que nunca nos separaríamos, selamos o acordo em um comprimento e um beijo.
- Aquilo foi há tanto tempo – disse nervoso lembrando daquele momento – e além do mais a gente prometeu que nunca mais iriamos falar com o Victor ou o David e que deserdamos eles da nossa família, nós mal sabíamos o que nós estávamos falando ainda mais fazendo.
- Bem, idiota ou não, eu sempre vou ser o seu primeiro beijo não é?- ele disse
- Não, aquilo não conta, se for assim a mamãe – eu tentei falar, mas o Jonathan me derrubou na cama e começou a fazer cocegas em mim – Jonathan! – eu disse em meio as gargalhadas – para.
- Só quando você admitir
- Tá... tá bo... okay, eu perdi meu BV com você!!
- Isso – ele disse parando – Você ainda continua o fracote de sempre
- Cala boca! – eu disse me recuperando e jogando um travesseiro na cara dele, começamos a brincar de lutinha, como a gente fazia antes, eu me diverti do mesmo jeito, eu tinha sentido falta de Jonathan, muita.
Nosso pai foi trabalhar, ele não estava muito feliz, ele me chamou para conversarmos antes dele ir, ele me beijou durante um longo minuto, meu coração batia mais forte sempre que meu pai me beijava daquele jeito, ele disse terminaríamos o que fizemos de manhã à noite quando ele voltasse, ele foi embora quando eu percebi que não estava sozinho:

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