Capítulo 01 | JUST US - ENTRE PAI E FILHA
JUST US
Capítulo 01:
- Sim – ela gritou do andar de cima, Emily estava segurando a última caixa em meu quarto quando percebeu que aquela iria ser a última vez que iria estar em seu quarto, que iria estar na casa onde ela cresceu e viveu a vida dela toda. Ela estava triste, não queria se mudar, ainda mais ara o lugar para onde eles iriam se mudar, ela também teria que mudar de escola, e abandonar suas poucas amigas.
O verão estava prestes a acabar, e Emily iria para o seu último ano na escola, e teria que fazer tudo em uma escola nova, ela estava apreensiva, com tudo o que tinha acontecido em sua vida, aquele seria apenas mais um fato triste. Emily já tinha quinze anos e em poucos meses já tinha passado mais coisas que muitos adultos já passaram, e ela se demonstrou forte diante a isso, mesmo com sua pouca idade.
A mãe de Emily sofreu um acidente alguns meses atrás o que resultou nela ficando em uma coma. A família Foster era uma família de classe alta, George e Rachel tinham eram casados há quase vinte anos, e tinham uma filha, Emily de quinze anos, e Rachel estava esperando um filho, ele se chamaria Gregory, a gravidez de Rachel foi normal durante toda a gestação, mas no dia do parto, Rache teve uma complicação e os médicos tiveram que fazer um cirurgia de emergência, Rachel e Gregory sobreviveram a cirurgia, felizmente, mas Rachel teve ainda mais complicações e ficou em coma induzido.
Havia uma pequena possibilidade de Rachel voltar a acordar, e George a amava demais para desligar os aparelhos, e com todas as coisas que Rachel precisava para mantê-la viva, as contas do hospital ficavam mais e mais extensas, em pouco tempo George estava atolados em dívidas. As contas do hospital de Rachel continuavam chegando, e eram completamente absurdas, ele tentou arrumar emprego, mas era difícil achar algo em que ele conseguia conciliar cuidar de Gregory e trabalhar ao mesmo tempo.
George precisou vender sua casa, e com a maioria desse dinheiro ele tentou pagar parte das dívidas que do hospital, sem lugar para ir e com medo de que alguém tomasse sua filha e seu filho dele, George precisou "se humilhar" e pedir ajuda para um velho colega que ele conhecia, que conseguiu um emprego para George em uma construção à noite. Ele não conseguiria achar algo melhor, em tão pouco tempo, em que ele conseguisse cuidar de Gregory.
Ele aceitou, mas precisou mudar de cidade, ele trabalharia ajudando na reforma de prédios comerciais, que por lei podia ser apenas à noite, então assim ele teria tempo de trabalhar e cuidar de Gregory ao dia. Os três se mudaram para uma casa muito menor do que a que eles viviam, ele tinha apenas um quarto e um banheiro, George sabia que a casa seria pequena, mas quando ele visitou a casa ele se surpreendeu, a casa era mais pequena do que ele imaginava.
Acasa não era o único problema, George e Emily mudariam de cidade, e ficariam longe do hospital de Rachel, por isso eles não teriam as mesmas chances de visitá-la com a mesma frequência de antes, o que deixou ambos tristes.
Ele vendeu a maioria das coisas da casa antiga, nada daquilo caberia na casa nova, e tudo que sobrou ele conseguiu colocar dentro da sua picape, na estrada, quando os três iam em direção à nova cidade e nova vida.
- Pai? – Emily perguntou no carro.
- O quê?
- Por que a gente tem que se mudar para tão longe?
- Porque foi aonde eu consegui arrumar um emprego.
- Por que você não arrumou um emprego mais perto de casa, assim não teríamos que nos mudar.
- Querida, essa foi a primeira oportunidade em que eu poderia cuidar de Gregory – George olhou para Gregory no banco de trás preso em sua cadeirinha.
- Eu sei, é só que... eu vou sentir saudades da nossa casa.
- Eu sei filha, eu sei – não foi dito muita coisa naquela viagem os dois estavam muito para baixo para conversarem um com o outro.
Quando eles chegaram na nova casa Emily se surpreendeu com o tamanho da casa, ela sabia que não teria mais um quarto para si, mas a casa era ainda mais pequena do que ela imaginava. – O que você achou? – perguntou George segurando Gregory em seu colo.
- Ela é mais bonita do que eu imaginei – Emily mentiu, ela não queria magoar seu pai, ela assistiu tudo o que o pai vinha fazendo pela família, ela sabia o quanto George era especial, nem todo mundo passaria pelo o que ele passou e ainda tentaria tanto manter a família unida, então se o que ela pudesse fazer era mentir para que ele não se sentisse pior do que ele deveria estar se sentido naquele momento, ela o faria.
- Sério? – ele perguntou.
- Sim – Emily disse com um sorriso falso, ela estava tentando não parecer tão decepcionada quanto realmente estava.
Quando eles entraram Emily conseguiu ver que apesar de pequena, a casa tinha um ar aconchegante o chão era coberto por carpete, a cozinha apesar de pequena era funcional. – Você quer ver o quarto? – George perguntou para Emily.
- Sim – ele disse – quer que eu o segure – Emily pegou Gregory no colo, ele estava dormindo então ela teve um cuidado maior para não o acordá-lo.
Quando eles foram para o quarto que ficava em um pequeno corredor do lado da cozinha, e Emily se surpreendeu ainda mais com o tamanho dele, - Nós três vamos dormir aqui? – ela perguntou.
- Não! Você e o Greg eu comprei um sofá-cama então eu vou dormir na sala.
- Você não precisa, eu posso dormir na sala e você fica aqui com o Greg
- Não! Eu não me importo
- Tudo bem, bem o que fazemos agora?
- Eu vou tirar as coisas do carro, e depois a gente vê, tudo bem?
- Sim, você quer que eu te ajude?
- Não precisa, você e Greg podem ficar aqui descansando foi uma viagem longa.
Quando George saiu Emily e Greg ficaram sozinhos, ela se sentou no chão e colocou Greg em seu colo, ele estava acordado, mas estava quiete, Emily pensou que que havia lido a situação e não queria causar ainda mais problemas. Emily estava com medo, ela não sabia o que aconteceria no futuro, ela iria estudar em uma escola nova, com pessoas novas, em seis messes ela deveria ir embora para faculdade, mas com a situação de sua família ela realmente iria fazer faculdade?
Depois de esvaziar todo o carro, que estava completamente cheio George voltou para casa e trancou as portas, a noite estava chegando, ele não conseguia o bairro, mas sabia que deveria tomar o dobro de cuidado que ele tinha na casa antiga, mas eles estavam no meio do verão e o dia assim como estava sendo aquela noite estava calor, muito calor. Com toda o peso e idas e voltas que ele tinha feito trazendo as coisas George estava cansado e suado, quando ele se sentou em uma das cadeiras que ele tinha trago ele tirou a sua camisa revelando seu torso completamente suado.
- Papai? – Emily falou quando saiu do quarto, ela se assustou quando encontrou o pai sem camisa e suado
- O que foi? – George suou, ele nunca tinha ficado sem camisa em frente a Emily a não ser quando eles viajavam para praia ou algo assim, ele pensou em pegar sua camisa e colocá-la, mas a situação ficaria ainda mais constrangedora do que estava.
- É..., o Greg..., ele..., eu acho que ele está... com... sono, você vai montar o berço dele? – Emily perguntou nervosa, aquela era uma situação estranha, ela não sabia como reagir e ela não conseguia tirar seus olhos de seu pai.
- S-Sim, eu estava indo fazer isso agora – ele disse, ele pegou a camisa para coloca-la
- Você não precisa colocar ela por minha causa...
- Não, eu...
- Está calor, nós acabamos de chegar, ainda temos que nos acostumar com o clima mais quente aqui, então eu não me importo, e eu acho que o Greg também não – ele disse e gargalhou uma vez nervosa. George queria colocar a camisa, mas Emily tinha razão, ele estava morrendo de calor e pingando suor.
- Tudo bem – ele disse soltando a camisa.
Depois de quase duas horas tentando entender, George conseguiu montar o berço de Gregory, quando ele colocou o pequeno colchão e forrou ele colocou o bebê dentro do berço, para descansar e tentar ver o que ele faria em seguida.
- Está ficando tarde, você está com fome? Quer que eu prepare algo para você querida – George perguntou para Emily
- Não eu estou bem – ela disse, ela estava com fome, mas sabia que seria outro trabalho para seu pai, e ela não queria o atrapalhar – você não acha melhor nós irmos dormir e ver tudo isso amanhã?
- Sim, sim – ele disse.
- Você quer que eu arrume sua cama?
- Eu posso dormir no chão hoje.
- Não, eu arrumo.
- Tudo bem papai – Emily disse segurando em seu braço, os dois se encaram um no olho do outro, Emily solta de seu pai e desvia o olhar depois de um tempo.
- Onde você colocou o colchão? – ela perguntou – eu ainda não o vi.
George procurou pelo colchão esse surpreendeu quando não o viu. – Eu trouxe tudo o que estava na picape – ele disse, será que ele havia se esquecido do colchão, ele não lembrava de ter trago até dentro da casa, ele percebeu que havia esquecido o colchão no topo da picape, quando ele saiu de casa para ir pegar o item, ele viu que não havia mais nada em cima do carro, apenas as cordas que ele havia usado para amarrar o colchão cortadas. Eles haviam sido roubados.
- E agora? – Emily perguntou com medo.
- Eu não sei – George disse, ele estava com ainda mais vergonha do que antes, aquela era mais merda que era totalmente sua culpa, ele não tinha coragem para dizer à sua filha que ele não tinha mais dinheiro para sequer comprar um colchão para ela. Emily havia visto o olhar pesado de culpa de seu pai.
- Eu posso dormir no chão – ela disse – eu não me importo.
- Não! Eu ter esquecido o colchão foi minha culpa, você dorme no sofá-cama e eu no chão, é o mínimo que eu posso fazer.
- Não papai, você teve um dia longo e cansativo, eu...,
- Emily! Eu sou o pai, e você é minha filha, sou eu quem devo cuidar de você e não o contrário.
- Mas, papai...
- Você dorme no sofá e eu no chão – George disse mais autoritário, fazia tempo que ele não falava com sua filha daquele jeito, no fundo ele ficou magoado por ter dito aquilo daquela forma.
- T-Tudo bem – Emily disse receosa.
Depois daquilo Emily tomou banho e foi se deitar no sofá-cama, ele não era tão confortável como a sua cama, mas era definitivamente mais confortável que o assento do carro, então quando ela deitou ela caiu no sono imediatamente.

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