Capítulo 01: Figura Paterna | FIGURA PATERNA
FIGURA PATERNA
CAPÍTULO 01:
"Figura Paterna"
Desde a morte de minha esposa um ano atrás, nem a minha vida e nem a minha casa tem sido as mesmas. Há um vazio e um silêncio em cada cômodo. Eu não sabia se sempre fora daquele jeito e eu só havia percebido isso agora ou começou com a morte de Cássia, minha esposa. O meu amor por Cássia havia resultado em duas crianças lindas, Débora e Cassio, minha primogênita, apesar de ser a mais velha ela sempre foi minha princesinha. Apesar de termos passado por um difícil ano com a perda de Cássia, Débora superou isso, ela estava indo para a faculdade, a primeira da família a conseguir tal feito, ela era o meu orgulho.
Cássio, meu segundo filho, tinha apenas quinze anos quando Cássia havia partido. Ele foi o que mais sofreu com isso, Cássio sempre foi muito apegado a mãe, ele não fazia nada sem ela, quando ficava triste ou se machucava era para ela que ele recorria. Apesar de sermos próximos nunca tivemos o que ele e a mãe dele tinham. Eu sempre quis ter um filho homem, seja para jogar futebol americano no dia de ação de graças ou para quem pudesse dividir o sofá no domingo e assistir ao jogo tomando uma cerveja, mas Cássio era totalmente o contrário do filho homem que eu esperava. Ele era inteligente, assim como a mãe e preferia ler livros a assistir ou jogar qualquer esporte.
Eu tinha orgulho dele ainda assim, dava para ver que ele não seria um simples fazendeiro como o pai. Meus filhos estavam destinados a coisas grandes, Cássia sempre dizia isso. Ela sempre foi o pilar que segurava a nossa família, depois de sua morte, Débora tomou o seu lugar, ela cozinhava, lavava, passava, ela era a perfeita dona de casa substituiu a mãe em um momento difícil.
Ter minha filha fazendo todos os afazeres de casa não era o que eu queria, apesar de ser contra, eu não tinha nenhuma habilidade para isso, nenhuma coisa que eu preparava dava certo, ao invés de limpar eu sujava ainda mais e sempre queimava a roupa quando passava algo. Débora foi a salvação para aquela casa, mas agora com a sua partida era apenas eu e Cássio, aquele era o momento em que eu tinha que fazer algo. Eu aprendi algumas coisas com Debora, mas não era Cassia ou ela.
No primeiro dia sem Cássia ou Débora, eu levantei cedo e tentei fazer uma torrada e um café para Cássio. Não saiu como esperava e a cor lembrava mais queimada do que uma torrada, queria ter ficado até ele acordar, mas eu estava atrasado para o trabalho na fazenda. Morávamos em uma fazenda próxima a cidade, tínhamos a comodidade e a calmaria que eu sempre gostei, a fazenda pertencia ao meu pai que deixou para mim e eu deixaria para meus filhos, as vezes eu me preocupava no que aconteceria com ela depois que eu morrer, nem Debóra nem Cassio tem vocação para cuidar de uma fazenda, eu ficava triste pois aquele era o legado de minha família, mas eu não seria como meu pai e imporia um trabalho tão árduo aos meus filhos se eles não quisessem, Cassia falando “deixe eles fazerem e serem quem eles quiserem” ecoava em minha cabeça sempre que eu pensava nisso.
Fiquei ocupado o dia inteiro e voltei para casa, não havia visto o tempo passar, fiquei o dia fora e havia me esquecido de Cassio, que ficou o dia inteiro sozinho. Quando entrei em casa me deparei com meu filho sentado na cadeira e com seu rosto encostado na mesa da cozinha, ele estava dormindo, haviam dois pratos na mesa e uma panela no meio dela, ele havia preparado o jantar para nós dois, e me esperado para comer junto comigo.
Eu me senti culpado vendo aquela cena, deveria ter aparecido mais cedo, aquele era o primeiro dia sem sua irmã,a quem ele ficou tão apegado depois da morte de sua mãe. Eu não estava me esforçando o suficiente, Cássio merecia um pai melhor e mais presente, ele não tinha mais ninguém a não ser eu. Eu não tive coragem de o acordar, eu o peguei e o carreguei em meus braços até o seu quarto, apesar da idade Cassio era pequeno o suficiente para eu carrega-lo sem muita dificuldade, ele havia se aninhado perfeitamente em meus braços com as mãos segurado uma a outra em volta de meu ombro, ele tinha uma feição serena, não queria perturbá-lo.
Quando chegamos em seu quarto e puxei seus lençóis e o coloquei na cama cobrindo-o com cuidado para que não acordasse, eu fiquei ali sentado em sua cama ao seu lado vendo ele dormir. Cassio me lembrava muito sua mãe, a mesma cor de cabelos, o mesmo tom de pele pálido que lembrava a porcelana, Débora era mais parecida comigo a pele mais propensa a ficar bronzeada com o sol, que havia muito onde morávamos. Cassia e Cassio mal podiam sair no sol sem que ficassem completamente vermelhos. Meu coração ficou sentido o vendo, depois da morte de sua mãe eu me afastei ainda mais dele, ele parecia tanto com Cassia que me fazia perder o controle e sentir ainda mais dor, eu não queria ter feito aquilo, ele não tinha culpa afinal, ele só se parecia com sua mãe.
Alisei se rosto do as costas de minha mão, era liso e macio, se eu olhasse bem conseguia ver veias de sangue passando de tão delicada que sua pele era. Enquanto o observava ali uma coisa inesperada aconteceu, Cassio sorriu, não sabia se era alguma coisa de praxe ou se era por causa de meu toque, eu só sei que ele sorriu e mexeu o rosto alisando minha mão.
Peguei meu dedão e passei por sua boca, ela era rosada e perfeitamente redonda, por um minuto me lembrei de Cassia e em como sentia falta de seus beijos, sentir os lábios de Cassio era como se estivesse com ela ali deitada esperando por meu toque. Ainda sorrindo Cassio abriu os lábios o que fez com que meu dedo entrasse dentro de supetão, me assustei, mas não consegui tirar de sua boca. Aquilo me excitou, sentir alguém chupando meu dedo, Cassio lembrava uma garota, com seu cabelo grande e delicadeza e por um minuto, por um minuto minha mente foi a lugares que não deviam ter ido.
Sinto meu membro crescer dentro de minha calça, aquilo não devia ter acontecido, não com Cassio, eu tiro meu dedo de sua boca e saio de quarto fechando a porta e parando em frente a ela, o que foi aquilo? O que tinha passado em minha cabeça?

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